<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183</id><updated>2011-12-26T21:52:31.605-02:00</updated><category term='2008: no peaks found.'/><category term='.'/><title type='text'>ao avesso.</title><subtitle type='html'>a pequena liberdade do eu gritante que me cala lá fora.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>256</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1506772285662326220</id><published>2009-02-23T17:10:00.006-03:00</published><updated>2009-02-27T21:21:59.832-03:00</updated><title type='text'>Mudança.</title><content type='html'>&lt;a href="http://monotonasnotas.wordpress.com/"&gt;http://monotonasnotas.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1506772285662326220?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1506772285662326220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1506772285662326220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1506772285662326220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1506772285662326220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/02/mudanca.html' title='Mudança.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5039451458104028639</id><published>2009-01-30T00:59:00.002-02:00</published><updated>2010-02-10T20:46:22.345-02:00</updated><title type='text'>Foi quando quis compor o silêncio.</title><content type='html'>&lt;div class="entry-content"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No estacionamento a noite era tão limpa e tão silenciosa que me poderia causar medo, mas fez o contrário, tendo me acalmado de tal maneira que quase me esqueci de todos meus infortúnios e fardos enquanto me afastava da bicicleta amarrada ao poste. Logo que passei da porta senti o vai-e-vém dos garçons aflitos, passei umas tantas mesas e deixei a mochila atrás dos amplificadores, como de praxe. O meu banco estava empoeirado, virado de cabeça para baixo em cima da caixa de som, deixei o violão no apoio e fui procurar o gerente, que ainda não me havia visto. Encontrei um cupom fiscal jogado no balcão e, enquanto esperava, nele anotei as músicas usuais, enfiando em meio ao repertório de sempre umas três ou quatro músicas do meu gosto. Mas o meu procurado não tardou a chegar, engravatado e apressado. Pegou-me a mão e me disse querer o de sempre. Mal terminou de dizê-lo, já saía a gritar um garçom magrelo que equilibrava pratos desorganizados em cima da bandeja. Senti naquela indiferença um respingo de confiança e digiri-me ao banquinho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ruído. As vozes todas, tão enfáticas em sua singularidade, a mim não passam de ruído. Um murmurinho irregular, que me exponenciava a irritação inconscientemente e que me abafava a voz, mesmo que potencializada pelos alto-falantes. As mesas estão todas ocupadas, o local em si absolutamente abarrotado. Uma família de sete ou oito pessoas se amontoou ao redor de uma mesa para dois, um garçom alto e parrudo conduzia um pequenino pedinte invasor à porta do estabelecimento quase o arrastando pela mão, o cheiro dos pratos recentemente feitos subia ainda quente. Não conseguia distinguir uma palavra sequer do que a multidão proferia, apenas se estilhaçavam no meu tímpano resquícios pontiagudos de uns gritos exaltados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não como há muitos anos, as estrelas já não queimavam acima do horizonte, não havia motivo para que se fixasse o meu olhar tão distante, mas foi assim que o mantive quase o tempo inteiro.  Prostrei-me embaixo do feixe de luz e pus-me a dedilhar o violão, sentindo que as costas enviesadas e curvadas e a voz já atrasada transpareciam mesmo de início a minha má vontade. Enfim entoei os dois primeiros versos, rouco e acanhado, e não pude deixar de fazer notar a timidez em cada uma das trinta e sete canções que eu mesmo me destinei a apresentar. Vez ou outra flagrava umas mulheres caladas movendo os lábios a acompanhar as palavras dos versos conhecidos, ou ainda um ou outro que virava o rosto para enxergar a face pálida do pouco notável cantor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A música que cantava não me atingia, sem demora embriaguei-me de uma solidão ébria, tropecei as unhas nas cordas e a língua nas elisões, aliterações. Às vezes quase me esquecia do que estava a cantar, muito embora os versos seguintes pulsassem em mim não sei vindos de onde e continuassem a ser movidos pela minha voz quase que automaticamente, disfarçando os erros dos ouvintes  a mim desatentos, absortos que estavam em suas conversações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Era demasiada a alegria que as gargalhadas disparavam ao ar agitado, flutuava ela por aquela áurea repleta de um aroma de mostarda e vinha me arrebatar, tirar-me de mim, derrubar-me e comprimir-me em uma insignificância silenciosa, deslocado que estava ali. Mas logo flutuei eu também, etéreo e estouvado, sem destino a pairar pelos sorrisos de uns rostos e pela apreensão de outros, mas foi no teu que parei, distante e invisível que estava, escondido por trás das palavras graves que de repente proferi lineares e fora de compasso, em meio ao meu estribilho desconhecido e ao estrídulo dos garfos nos pratos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já não me lembro se no mesmo momento me calei, nem se me estranharam, ou sequer se me vaiaram. Passo vagarosamente pela beira da pista e os automóveis me ultrapassam velozes, trazem e levam num segundo as apreensões e as expectativas de quem volta ou sai de casa. E eu já não sei se agora estou a sair ou a entrar, ou se ainda permaneço tão deslocado na solidão quanto naquele aglomerado. Toquei a campainha diversas vezes, incansável, e só depois de muito tempo recordei que a chave era única, só minha, apanhei-a instintivamente no bolso direito da camisa. O silêncio de fora me envolveu sem cumprimentos demasiados, mas senti de imediato que no apartamento vazio não havia espaço para mim. Não soube passar da porta, nem voltar ao ar. Quis gritar o silêncio e derramar num pranto silencioso o grito. Os versos que compus há muito tempo ainda em mim ecoam, e são a mim todos alheios, são no meu peito a composição de outrem gravada por cima de tudo que sou e que sei. Descobri num espasmo que ainda desconheço o silêncio absoluto, bloqueado que ele é pelos meus pensamentos e versos, constantemente deturpados pela conseqüência da incompletude de um existir sozinho. Decidi abdicar do impossível, voltei ao violão, pedi perdão ao gerente. Sentei-me e me pus a procurar um olhar igualmente perdido.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5039451458104028639?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5039451458104028639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5039451458104028639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5039451458104028639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5039451458104028639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/foi-quando-quis-compor-o-silencio.html' title='Foi quando quis compor o silêncio.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2270435237755480796</id><published>2009-01-28T20:20:00.001-02:00</published><updated>2009-01-28T20:20:39.265-02:00</updated><title type='text'>Evapora.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chuva veio tão rápido que estranhei, corri às janelas e fechei-as sem conseguir evitar ser um pouco molhada, enquanto o telefone num repente começava a soar periodicamente. A tempestade veio assim intensa a abafar o som da música que me entretia, ainda assim abaixei o volume, enfiei-me no suéter e me apressei em apanhar o telefone. Precisei fazer crescer a voz para me fazer perceptível a essa chamada que por sorte consegui ouvir. Escutei ao ouvido uma voz áspera e distante que pigarreava e vacilava em pequenas pausas a cada repetição que eu solicitava. Não tive outra opção senão fechar os olhos e me concentrar para lhe responder, mesmo ainga ignorando a sua identidade. Antes, em meio ao ruído da chuva, confundia-me e não sabia se escutava mesmo a música ou se só a imaginava na minha cabeça acreditando ouvi-la de fato, mas agora as minhas dúvidas concentram-se no fato de ter sido o seu nome o proferido pela voz áspera que não identifiquei mesmo com muito esforço. Desliguei e não pude evitar esboçar um riso em silêncio. Decerto em algum momento processou-se o esquecimento, como pude eu não reconhecer uma voz que outrora eu tanto evitava e abominava por me esmorecer à simples recordação em pensamento. Senti-me suando dentro do suéter. Foi quando me dei a perceber, o céu já se havia clareado outra vez. Estranhei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2270435237755480796?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2270435237755480796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2270435237755480796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2270435237755480796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2270435237755480796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/evapora.html' title='Evapora.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5929123480039793306</id><published>2009-01-28T20:19:00.001-02:00</published><updated>2009-01-28T20:21:39.899-02:00</updated><title type='text'>X/1/Y.</title><content type='html'>&lt;div class="entry-content"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A sirene que me atordoa se perde, por mim conscientemente despercebida, e isso que é um aviso eu penso ser apenas efeito da tontura sobre os ruídos cotidianos que me cercam. O trânsito simplesmente me carrega e sigo o fluxo quase imóvel. Sou levada pela avenida sem intervenções diretas e essa indiferença de tudo o que me rodeia parece-me agradar por um instante, até que esta áurea desconhecida me envolve e se converte num sentimento inóspito de solidão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em agonia, troco a marcha incessante e repetidamente, mas há algo que me pára, não sei se é culpa da inércia ou se é culpa da ventania que me bate de frente eu ainda permanecer no repouso com o acelerador há tanto pressionado. Já não sei o que me prende, as palavras que ecoam em mim são confusas, e também quero atribuir a culpa disso ao som das buzinas que me dilacera.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não vejo o semáforo à minha frente, vejo por trás dos prédios e entre as nuvens umas imagens fluidas e espaçadas das revistas vazias do consultório, das pinturas abstratas tortas na parede branca, dos contratos e cheques repletos de caracteres desconhecidos, dos ecos de vozes que já não reconheço, da pilha de envelopes que mencionam um nome a mim estranho e que joguei no banco do passageiro, ausente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E se você ainda há de me encontrar, será nesse atraso inesperado, talvez esteja eu ainda distante, assim fora de rota, fora de sinal. O desespero ainda não me atinge por defesa da inconsciência, que não obstante não detém essa angústia calada, que me indica que algo está por mim esquecido, algo que não sei sequer reconhecer.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há uns quantos receios que me preenchem, o eco das minhas palavras frias se confunde com o vento que invade o automóvel pela fresta da janela. O céu nublado propunha poesias, escrevi na mão uma frase que mais tarde poder-me-ia inspirar. Sem rasuras, ela veio, coerente. A silhueta que me define contorna o vazio, e quase se vêem no tórax as pilhas que me esqueci de lhe pedir para recarregar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tão logo pus esse ponto final, ouvi o vidro se estraçalhar, a porta se abrir bruscamente e umas quantas vozes grossas de distintivo a perguntar umas às outras por que um automóvel vazio estava a interromper o trânsito. Larguei o volante num espasmo, aleguei que não sabia por que motivo não me movia, provavelmente problema elétrico, mecânico, não sei. Pensei que fossem me acolher, examinar o veículo, mas somente apanharam as cartas do banco ao lado, saíram com elas e leram em voz alta um nome qualquer. Por um instante, pensei ter sido o meu, mas foi só desvario instantâneo, logo um desespero familiar me deteve calado e interte outra vez. Deixe a porta aberta, vou a pé, chego já.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5929123480039793306?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5929123480039793306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5929123480039793306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5929123480039793306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5929123480039793306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/x1y.html' title='X/1/Y.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7961176128686318923</id><published>2009-01-28T20:16:00.002-02:00</published><updated>2010-02-10T20:47:51.640-02:00</updated><title type='text'>Os seus atrasos, que me atingem pontuais.</title><content type='html'>&lt;div class="entry-content"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já são tantos os pergaminhos que acumulo com os mesmos lamentos que me é inútil utilizar eus-líricos masculinos para disfarçar-me nas frases que intrinsecamente só a mim contêm. Hoje, decidi dormir mais cedo. Se me deixo ficar e me detenho próxima, é só por descuido, por desleixo leviano a que me induz um desvario tolo, quase tão tolo quanto eu. Ponho a tocar umas quantas músicas que há anos me encharcavam o rosto, e agora as sinto ralas, ocas, pueris. Mas então ponho as que ouço corriqueiramente há dias e dias a fio e agora os olhos me ardem a ponto de me fazer esquecer a dor do ferimento na clavícula que antes me roubava o ânimo e a consciência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No derradeiro silêncio já não ouço zumbidos, já não há um último estribilho ecoando no crânio. Há só um ruído distraído dos raros automóveis que circulam pela ruela ao lado, das folhas que roçam umas nas outras com o vento, da chuva que se estilhaça no vidro embaçado. Esqueci de fechar a cortina, há algo em mim que me pesa mais que a agonia, que o medo, que a apreensão. Já bem sei que não há transeuntes. Deitei-me no colchão duro, que nunca tinha sentido duro, não precisei dos cobertores, não senti a calça jeans me sufocando, o cabelo embaraçando, o travesseiro caído ao lado. Já não sei se há sonho no fim do precipício em que há muito me joguei, só sei que não o esperava tão sólido quanto o que apoia agora este sono.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7961176128686318923?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7961176128686318923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7961176128686318923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7961176128686318923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7961176128686318923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/os-seus-atrasos-que-me-atingem-pontuais.html' title='Os seus atrasos, que me atingem pontuais.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4889176977751238473</id><published>2009-01-21T21:23:00.002-02:00</published><updated>2009-01-21T21:33:22.300-02:00</updated><title type='text'>A sede que não podes sentir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As árvores que nos sombreiam o caminho usual já estão cansadas das trivialidades que trocamos entre uns quantos silêncios pesados que carregam a minha culpa e o teu medo, e que teimamos em disfarçar a todo custo. Os anseios que pensas omitir eu sinto intensos na tua despedida. No beijo ligeiro e no boa-noite singelo que proferes com uma voz cálida e baixa, ansiosa por ser abafada pela minha. Mas eu quase nada digo, só profiro um adeus frio que espero não corresponder às tuas expectativas, pois creio ser isso o mais sensato da minha parte e o menos doloroso a ti, mesmo que não no momento. No derradeiro abraço que me deixas sinto largares em mim uma parte da tua apreensão, enquanto estes teus braços que justamente agora me envolvem transpiram o teu afeto já amargo. Sinto-me neles imensamente culpada por desejar tanto outros, que a mim aspiram, mas apenas me tocam, nada transpiram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4889176977751238473?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4889176977751238473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4889176977751238473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4889176977751238473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4889176977751238473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/sede-que-no-podes-sentir.html' title='A sede que não podes sentir.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-38411676010643314</id><published>2009-01-20T15:22:00.010-02:00</published><updated>2009-01-20T17:40:31.537-02:00</updated><title type='text'>A sede que não posso sentir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acorro ao violão não somente para romper com este silêncio que me devora, a clamar gentilmente a lágrima, mas também para ver se disfarço a tua ausência, para ver se alivio estas mãos frias que não se contentam em nada envolver, mal acostumadas que estiveram a guiar os teus pulsos.&lt;br /&gt;Contudo, estão não só os braços, as mãos e os dedos sem forças, como também meu corpo inteiro, que pende e se joga às paredes indiferentes que me abrigam. Tudo se apresenta como um corpo estranho a mim e largo também o instrumento, agora que as notas se recusam a interpolar-se umas nas outras e apenas gritam num compasso incerto agressões às antecedentes, postas todas pelo meu desleixo sem talento.&lt;br /&gt;Sem escolha, desvio-me da existência, destes dias nublados que se sobrepõem e acumulam a invencibilidade da tua ausência sobre a minha fraqueza, destes dias que amanhecem silenciosos e permanecer alheios ao timbre da minha voz, trancafiada a deteriorar-se juntamente ao que resta de mim.&lt;br /&gt;Desvio-me das novidades, dos dias que passam do lado de fora do quarto, das noites que se marcam coloridas no teu calendário, das cartas que prevejo receberes. Desvio-me de tudo quanto me dê informações, fecho os olhos a tudo, a tudo, que sempre há de te rememorar. Desvio-me, encolho-me, calo-me, e ainda assim as memórias que guardei são bastantes, suficientes para abater-me por completo com tais recordações que teimam em preencher os cantos vazios ainda não doloridos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-38411676010643314?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/38411676010643314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=38411676010643314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/38411676010643314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/38411676010643314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/sede-que-no-devo-sentir.html' title='A sede que não posso sentir.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2874814890781304129</id><published>2009-01-19T17:33:00.003-02:00</published><updated>2009-01-20T17:41:51.812-02:00</updated><title type='text'>Quanto àquilo.</title><content type='html'>&lt;div class="entry-content"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tive o sonho, mas de qualquer forma já não o tenho mais comigo. Tenho agora a idéia de que fugir do coma deve mesmo doer, ainda mais se for de fato possível escutar, delineados por vozes conhecidas, os depoimentos, agradecimentos, lágrimas e perdões daqueles que se desesperam à beira da maca. Ter de agüentar escutá-los trancafiado no corpo que já não é seu, para depois eventualmente acordar após muito tempo, já absolutamente esquecido no quarto silencioso do hospital.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estive a dormir mal por noites seguidas que sequer foram enumeradas ou analisadas pela minha mente sistemática. Perderam-se elas todas no branco silêncio que as une e apagaram-se as particularidades de cada uma até que sobre apenas a vaga sensação que largam às minhas costas a insônia e o cansaço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esforcei-me durante esse tempo por manter-me lúcida e presente no real, ainda que não haja muito o que me prenda ao mundo. Fracassei, porquanto hoje o que mais me marca são os meus desejos e o meu incerto sono derradeiro. Quanto ao sono que ele levou consigo ao despertar, dele não tenho mais que imagens espaçadas e desconexas que tentei unir e encaixar sem muita convicção do que fazia, apenas por imposição do pensamento racional.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vinha você às pressas despertar-me ao meio-dia, decerto para anunciar o almoço com o costumeiro mau-humor e a lassidão que nos devorava a cada amanhecer, e encontrava-me então torta no sofá com os lábios espantosamente escancarados a sugar e expelir o ar, numa expressão tal que quase implorava que me concedesse, por favor, aquele raro momento de paz. Contudo, logo eu acordava-me por mim mesma e proferia quaisquer grunhidos que lhe incomodavam. Não tardava você em correr ao quarto, buscava a gaita empoeirada e metia-ma à boca quase a me sufocar, declarando simultaneamente umas quantas ameaças que exigiam de imediato o meu silêncio. Houve; contudo, em mim, algo que me impediu de calar-me embora eu não tivesse forças para sustentar qualquer conflito. Num arcorreflexo destinado não sei aonde, tomei-lhe a gaita e atirei-a sem rumo, indo ela estraçalhar as prateleiras de vidro da estante, que caíram uma a uma sobre as mais inferiores em tilintares agudos e sem sincronia. Sobrou ao fim apenas a prateleira mais superior, que apoiava intacta as fotografias envolvidas pelos porta-retratos gris. Após tais atitudes rompantes, abarcaram-me o desespero, a cólera, a fúria e uma torrente de lágrimas azedas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes do sonho terminar, soube que o sonho era só sonho, sabe-se lá por intervenção de quê. Só sei que soube e tive vontade de trancar-me por lá, mas uma parte de mim apressou-se em ir pedindo perdão e me impulsionou inteira a abrir os olhos e despertar. Nunca senti o corpo nem as pálpebras mais pesadas. Tive medo de que você me atacasse por tal estrago e pedisse por silêncio em um grito de fúria, em um estampido final, mas você não veio, a imagem que se configurou à minha frente gritou, de fato, mas gritou o silêncio típico dos apartamentos vazios e os meus olhos secos arderam mesmo sem liberar a lágrima, e viram a estante intacta e ausentes os porta-retratos que jamais ali estiveram.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2874814890781304129?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2874814890781304129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2874814890781304129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2874814890781304129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2874814890781304129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/quanto-quilo.html' title='Quanto àquilo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8957676137879638625</id><published>2009-01-16T22:10:00.010-02:00</published><updated>2009-01-16T23:56:41.460-02:00</updated><title type='text'>Quanto a isto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O apartamento está novamente vazio, mas isso já há tanto tempo. Fica calado à espera do proprietário que insiste em não o ocupar. Não negocia com quaisquer outros a sua posse, mantém a sua ausência desde sempre constante e permanente e, ainda assim, não se encoraja de maneira alguma a disponibilizá-lo aos aluguéis. Assim estão todos os vizinhos deveras intrigados, porquanto não conhecem nem de vista tal dono e não reconhecem no bom-senso motivos quaisquer que justifiquem a sua conduta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os documentos de posse permaneceram todos na terceira gaveta da cozinha que hoje tem a pia seca, vazia das ruínas da fome e uma janela que guarda o reflexo de ninguém. Foram deixados ali não por desleixo, mas por cálculo; porquanto, na única visita que fez ao abrigo, o dono não estava de posse de seu automóvel e a tempestade que o acompanhava ameaçava e avisava em trovões e relâmpagos que frágeis papéis não sobreviveriam ao fenômeno torrencial. Quanto à chave, guarda-a ainda agora na jaqueta cinza que utilizara, que viera encharcada e que agora descansa empoeirada, escondida no último cabide, no canto do armário, sendo notável às paredes do cômodo e do armário que ele evita até mesmo olhá-la, temendo que mesmo num relance desleixado, deixe sua consciência vulnerável render-se a preocupações e recordações de outrora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calado, calado. As portas quando forem abertas vão rugir, as janelas provavelmente há muito estão emperradas teimarão em permanecer fechadas, o ar por ali há muito não circula e ecoam pelos cômodos os vestígios dos ruídos que produzem os apartamentos vizinhos. Há ali uma áurea de silêncio, de abandono, que inspira cautela e sutileza nos passos de quem o adentrar. As paredes mal pintadas denunciam o cimento, os tijolos, as infiltrações. E permanece ali, na terceira gaveta da cozinha, o teu nome gravado, assinado, circulado, que em certas noites de silêncio se duplica nas tuas memórias, gritando a existência desse abrigo que tanto implora por ser habitado ou repassado a quem o queira habitar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que maneira insensível de representar um coração tão mal fadado. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8957676137879638625?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8957676137879638625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8957676137879638625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8957676137879638625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8957676137879638625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/quanto-isto.html' title='Quanto a isto.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8150323599651884987</id><published>2009-01-14T14:14:00.010-02:00</published><updated>2009-01-14T23:47:11.524-02:00</updated><title type='text'>Bons-dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei, portanto. O planeta percorreu a sua elipse sem mais impedimentos e jaz novamente no mesmo local que há trezentos e sessenta e seis dias. Ainda há pouco, peguei o avião e agora estou certamente também próxima do local que eu ocupava há esse tempo. Mas é certo que, como o vento, as garoas, as tempestades e os transeuntes fazem mover a areia, já não sou capaz de identificar nesta os rastros exatos que deixaram os meus pés e contento-me em prostrar-me em algum lugar próximo do que julgo ter estado exatamente. Vêm-me depressa umas quantas recordações que me preenchem sem tirar de mim a calma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há tanto, fincaram-se os pés por muito tempo na areia cálida enquanto a luz solar fazia acelerar nas minhas costas descobertas o ciclo de troca da epiderme, que se esparramava e e escorria de mim juntamente aos pensamentos e memórias vis que eu pensava a maré poder levar ali e àquela hora já em definitivo, enquanto ia e vinha a aliviar o calor dos meus pés. Contudo, mesmo passando tanto tempo a maré a delvolver-mos, os pensamentos e memórias a mim, logo depois de levá-los, tudo o que ela tardou não importou, se eles porventura acabaram por se perderem em qualquer corrente frígida e se desviaram do meu trajeto. Permaneço de pé, as calças já muito pouco molhadas, sinto vir um calor que evapora a água, e com ela a áurea de arrependimento, de marasmo, lassidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;--&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Deslisa pela janela uma brisa que me arde,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Vem no silêncio soprar a minha ferida, a minha lástima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;E volta a te atormentar os veraneios, em devaneios,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Como uma frígida bruma carregada da minha lágrima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8150323599651884987?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8150323599651884987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8150323599651884987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8150323599651884987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8150323599651884987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2009/01/bons-dias.html' title='Bons-dias.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8014069305203008901</id><published>2008-12-31T17:26:00.019-02:00</published><updated>2009-01-02T20:26:57.455-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008: no peaks found.'/><title type='text'>Estive a arrumar os armários e tive muito pouco trabalho.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já há muito tempo passei da validade. Decerto, esgotei-me eu muito antes de esgotar o ano. Agüento-me, não obstante, estando já além do meu limite e aquém da minha vontade. Agüento-me e estouro, libero-me esporadicamente, às vezes ouve-se até o estampido, longínquo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O porteiro me pára perto da caixa de correspondências a perguntar se está a funcionar a minha campainha. Respondo afirmativamente, e então ouço que há tempos são muitos os que a pressionam e não recebem a minha presença. Tenho escutado a música num volume demasiado alto. Tenho tido sonos irregulares e, contudo, imensamente profundos. Tenho estado absolutamente absorta em pensamentos que me dilaceram. Tenho esquecido a duração do banho. Tenho desistido ante a simples memória da ansiedade, da derrota, da falha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;**&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que de relance, de longe, vê-se bem que cambaleio, que tremo, que pereço. Vê-se bem que a lágrima só não vem porque fecho os olhos e concentro-me no que estive a observar outrora. Não tremo de vergonha da derrota, tampouco de incredulidade. Tremo de fraqueza, da vida que roubou-me tanto esforço, enfim infértil. O meu pranto não vem depois de assumir o erro. Vem quando estão os fatos a gritar, neste silêncio que eu mesma transbordo, a pouca probabilidade de reviravolta, tomando-se como referência aquilo que sou.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu silêncio não é arrogância, altivez, tampouco insegurança ou superficialidade. Aliás, volto... não cito a insegurança. Meu silêncio é seguro de si, é fato, mas apenas porque tem consciência de si mesmo e ainda assim faz-se permanecer. Esse silêncio é o reflexo da minha alma em construção, dos erros que encontro e tento remendar sem sucesso. É vítima da minha incerteza, do meu perfeccionismo barato, ingênuo, imaturo, misturado a uma vontade de atirar-me ao mundo apenas quando estiver  com o discurso feito. E muito bem feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso tanto de tempo. Sei que desperdicei tempo. Que ainda desperdiço. Preciso que me esperem, que não cobrem demasiado ainda. Preciso provar-me diante de mim, permitir-me falhar e descobrir o motivo da falha antes de provar-me ao mundo. É duro, contanto, que eu precise provar a mim que sei diante do mundo, e não somente diante de mim. Preciso atenuar essa dúvida para afirmar-me diante de mim e então, sim, engrossar a voz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;**&lt;br /&gt;Não, não direi que nada foi. Tampouco direi que de nada serviu. Serviu-me para aguçar-me a percepção e servir-me de experiência outra vez. Outra vez. Ando cansando da teoria, da repetição. Preciso de responsabilidades. Preciso sair de mim e provar que sei. Não ao mundo, mas a mim. Preciso afirmar-me diante de mim para atenuar a dúvida. Se digo que me esgotei, não me esgotei de fadiga, cansaço. Esgotei-me de mim. Foram tempos de trégua do mundo, não foi preciso demasiado esforço em lidar com situação alguma e esses tantos acasos que me aliviaram fizeram também com que o convívio comigo mesma já esteja no limite absoluto. Os mesmos vícios, manias, defeitos, preconceitos. Aperfeiçoei o vocabulário, contudo o tema permanece inalterado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço aos que abafaram sem saber as dores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda, o champagne está lacrado. Talvez para o próximo Reveillon.&lt;br /&gt;--&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;2008:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(27, 27, 27);   line-height: 18px; font-family:'Lucida Grande';font-size:12px;"&gt;&lt;div class="module-body chart chartyear" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; "&gt;&lt;table class="candyStriped chart"  style="border-collapse: collapse; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; width: 100%;  margin-bottom: 10px; font-size:11px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr class="first odd"&gt;&lt;td class="positionCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; width: 20px; color: rgb(105, 105, 105); text-align: right; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="playbuttonCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-right: 5px; padding-left: 5px; width: 17px; padding-bottom: 0px; padding-top: 1px; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;a class="playbutton" href="http://www.last.fm/music/Radiohead?autostart" rel="nofollow" style="color: rgb(1, 135, 197); text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img class="play_icon transparent_png" width="17" height="17" alt="Play" src="http://cdn.last.fm/flatness/global/icon_play.png" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="subjectCell" title="Radiohead, played 657 times" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; width: 100%; height: 1.36364em; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; "&gt;&lt;a href="http://www.last.fm/music/Radiohead" style="text-decoration: none; color: rgb(27, 27, 27); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Radiohead&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="multibuttonCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; width: 26px; padding-top: 2px; padding-right: 5px; padding-bottom: 0px; padding-left: 3px; line-height: 0; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;a href="http://www.last.fm/music/Radiohead" class="mRemoveFromLibrary mSend  mAddTags lfmButton lfmMultiButton lfmButtonForartist lfmSmallButton lfmSmallMultiButton " style="display: inline-block; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; text-align: right; vertical-align: middle; cursor: pointer; font-weight: bold; text-shadow: rgb(22, 53, 81) 0px -1px 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; height: 15px; width: 26px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: url(http://cdn.last.fm/flatness/buttons/6/small_multi.png); background-repeat: no-repeat; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; position: relative; left: -9999px; background-position: 100% 0%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="display: inline-block; vertical-align: top; height: 13px; line-height: 12px; width: 26px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background- background-position: initial initial; color:transparent;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="chartbarCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; width: 33%; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-color: transparent; "&gt;&lt;div class="chartbar" style="width: 100%; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; background-image: url(http://cdn.last.fm/flatness/charts/charts_right.png); background-repeat: no-repeat; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: initial; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-position: 100% 0%; "&gt;&lt;span style="display: block; height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 0.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0.5em; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: rgb(113, 183, 230); color: rgb(255, 255, 255); overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;656&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr class=""&gt;&lt;td class="positionCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; width: 20px; color: rgb(105, 105, 105); text-align: right; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="playbuttonCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-right: 5px; padding-left: 5px; width: 17px; padding-bottom: 0px; padding-top: 1px; "&gt;&lt;a class="playbutton" href="http://www.last.fm/music/Muse?autostart" rel="nofollow" style="color: rgb(1, 135, 197); text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img class="play_icon transparent_png" width="17" height="17" alt="Play" src="http://cdn.last.fm/flatness/global/icon_play.png" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="subjectCell" title="Muse, played 537 times" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; width: 100%; height: 1.36364em; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; "&gt;&lt;a href="http://www.last.fm/music/Muse" style="text-decoration: none; color: rgb(27, 27, 27); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Muse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="multibuttonCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; width: 26px; padding-top: 2px; padding-right: 5px; padding-bottom: 0px; padding-left: 3px; line-height: 0; "&gt;&lt;a href="http://www.last.fm/music/Muse" class="mRemoveFromLibrary mSend  mAddTags lfmButton lfmMultiButton lfmButtonForartist lfmSmallButton lfmSmallMultiButton " style="display: inline-block; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; text-align: right; vertical-align: middle; cursor: pointer; font-weight: bold; text-shadow: rgb(22, 53, 81) 0px -1px 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; height: 15px; width: 26px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: url(http://cdn.last.fm/flatness/buttons/6/small_multi.png); background-repeat: no-repeat; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; position: relative; left: -9999px; background-position: 100% 0%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="display: inline-block; vertical-align: top; height: 13px; line-height: 12px; width: 26px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background- background-position: initial initial; color:transparent;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="chartbarCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; width: 33%; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;div class="chartbar" style="width: 81%; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; background-image: url(http://cdn.last.fm/flatness/charts/charts_right.png); background-repeat: no-repeat; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: initial; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-position: 100% 0%; "&gt;&lt;span style="display: block; height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 0.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0.5em; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: rgb(113, 183, 230); color: rgb(255, 255, 255); overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;535&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr class="odd"&gt;&lt;td class="positionCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; width: 20px; color: rgb(105, 105, 105); text-align: right; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="playbuttonCell" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-right: 5px; padding-left: 5px; width: 17px; padding-bottom: 0px; padding-top: 1px; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;a class="playbutton" href="http://www.last.fm/music/Los+Hermanos?autostart" rel="nofollow" style="color: rgb(1, 135, 197); text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img class="play_icon transparent_png" width="17" height="17" alt="Play" src="http://cdn.last.fm/flatness/global/icon_play.png" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="subjectCell" title="Los Hermanos, played 342 times" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; vertical-align: top; line-height: 16px; padding-top: 3px; padding-right: 5px; padding-bottom: 3px; padding-left: 5px; background-color: rgb(235, 235, 235); "&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: top; width: 100%; height: 1.36364em; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; "&gt;&lt;a href="http://www.last.fm/music/Los+Hermanos" style="text-decoration: none; color: rgb(27, 27, 27); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Los Hermanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="multibuttonCell" style="margin-top: 0px; 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height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 3px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 0.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0.5em; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: rgb(113, 183, 230); color: rgb(255, 255, 255); overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;191&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="moduleOptions" style="clear: both; text-align: right; color: rgb(1, 135, 197); display: block; height: 15px; font-weight: bold;  line-height: 14px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(queria muito saber de onde surgiu tanto Placebo).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8014069305203008901?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8014069305203008901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8014069305203008901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8014069305203008901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8014069305203008901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/2008.html' title='Estive a arrumar os armários e tive muito pouco trabalho.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-9174180518455212560</id><published>2008-12-27T22:11:00.004-02:00</published><updated>2008-12-27T23:01:49.194-02:00</updated><title type='text'>Sobre a plenitude.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. Refaçam o teatro, devolvam-me a miopia, recitem as metáforas, recriem as anfibologias e escondam novamente o visceral. Já não quero saber da necessidade que têm de mim. Tragam de volta a dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desestimulam-me, roubam-me o ânimo e a vontade porque já não tenho nada a conquistar. Quero esvaziar a estante e embaralhar todos os títulos para amanhã pô-los em ordem outra vez. Ou posso, ainda comprar outra prateleira para me apressar em preenchê-la, depressa. Depressa, depressa, a calma detém-me em mim e me consome. Os músculos atrofiam, as pálpebras cedem ao sono cada vez mais freqüentemente. Cansei das músicas, dos sons, qualquer voz me parece patética e os discos todos se arranharam. Perdi a fome, o doce está mofado. Abri a gaveta, jazia dobrada a sua fotografia. O coração não disparou, a lágrima não veio. Sequer me recordei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-9174180518455212560?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/9174180518455212560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=9174180518455212560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9174180518455212560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9174180518455212560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/sobre-plenitude.html' title='Sobre a plenitude.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2561093058447055947</id><published>2008-12-24T00:46:00.004-02:00</published><updated>2008-12-24T16:07:43.344-02:00</updated><title type='text'>I build my happiness with scrambled crumbs,</title><content type='html'>Yet, sadness is the (unique but defeating) blow.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2561093058447055947?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2561093058447055947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2561093058447055947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2561093058447055947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2561093058447055947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/i-build-my-happiness-with-scrambled.html' title='I build my happiness with scrambled crumbs,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2428364254194935393</id><published>2008-12-24T00:00:00.003-02:00</published><updated>2008-12-24T00:28:16.082-02:00</updated><title type='text'>My ghosts appear in the bright.</title><content type='html'>They get me out of my sleep.&lt;br /&gt;And then they lead me into me.&lt;div&gt;--&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Wind outside. Cold inside.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2428364254194935393?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2428364254194935393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2428364254194935393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2428364254194935393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2428364254194935393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/my-ghosts-appear-in-bright.html' title='My ghosts appear in the bright.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8181002822520369339</id><published>2008-12-23T23:42:00.010-02:00</published><updated>2008-12-24T00:16:03.731-02:00</updated><title type='text'>Won't toys make joy any longer?</title><content type='html'>Each fall is self-explanatory.&lt;br /&gt;Illusions might always disguise the same hole,&lt;div&gt;Further thoughts will always lead me into my same reflection.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Every dream is a shield,&lt;br /&gt;They come to protect (distract) me&lt;br /&gt;From driving into the same canyon&lt;br /&gt;Your laugh, my snore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(And I feel so dependent)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silence rounds this house,&lt;br /&gt;Relieves me from my failures&lt;br /&gt;And this voice my mouth gets to tremble&lt;br /&gt;Scattering into the air,&lt;br /&gt;Sounds absolutely blank.&lt;br /&gt;Blank. Bleak. Blurred.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8181002822520369339?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8181002822520369339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8181002822520369339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8181002822520369339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8181002822520369339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/build-up-your-reason.html' title='Won&apos;t toys make joy any longer?'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-3880552250774827158</id><published>2008-12-16T17:02:00.004-02:00</published><updated>2008-12-16T17:06:58.751-02:00</updated><title type='text'>Se a desculpa/ verdade precisa for...</title><content type='html'>Ausento-me. Só para ver quem me visita.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;(Ambas à consciência. À minha. A desculpa, também aos outros. A verdade, só a mim).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-3880552250774827158?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/3880552250774827158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=3880552250774827158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3880552250774827158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3880552250774827158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/se-desculpa-precisa-for.html' title='Se a desculpa/ verdade precisa for...'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2874017720503126516</id><published>2008-12-16T16:56:00.002-02:00</published><updated>2008-12-16T16:59:06.255-02:00</updated><title type='text'>O que me faz a dúvida.</title><content type='html'>De que me vale que os olhos transbordem a cólera, &lt;div&gt;Se é de ansiedade esta náusea que me invade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre que a certeza me escapa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2874017720503126516?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2874017720503126516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2874017720503126516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2874017720503126516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2874017720503126516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/o-que-me-faz-dvida.html' title='O que me faz a dúvida.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-421067690923997105</id><published>2008-12-12T21:14:00.007-02:00</published><updated>2008-12-14T01:24:21.693-02:00</updated><title type='text'>Todos os pormenores que exponencio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Ouço rumores na sala de estar. Rumores de entusiasmo e alegria. Imploro para que não me chamem, mas, com efeito, fá-lo-ão; para, assim, tirar-me do que denominam "meu casulo", ou, ainda, apenas porque sentem pena de que eu esteja só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Penso ser uma lástima que acreditem esses seres, a mim tão distantes, que sejam capazes de afastar-me a solidão. É certo que também me esforço a repeli-la, mas não por meio de conveniências passageiras que me enganem em meio à má sorte. Repilo-a para criar um elo entre o que sou em mim e o que sou no mundo, para entender-me e estar mais próximo da nitidez, da compreensão, incomoda-me demasiado que o abstrato se distancie deveras do concreto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Sem embargo, se não domino o azar, então logo cedo, pois assim posso vê-lo mais de perto, sem me precisar esconder. Posso entendê-lo, enfim. E, logo, escôo o meu orgulho por alguma veia que se abre por descuido e equilibro as existências de pouco em pouco, mesmo que tortuosamente, porquanto não possuo de fato a vida para me medir as conclusões e pô-las à prova.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Contudo, isso tudo é não mais que um exemplo das minhas conclusões. Ainda agora, as falas que me ouço pronunciar são demasiado mecânicas. Queria quebrar-me esta sina de não ser capaz de desafiar-me. Talvez fosse necessário o reinício. Do zero, estaria eu a implorar ao deus no qual não acredito que me restaure o sorriso, a idade e, acima de tudo, a vontade. Para que então eu passe a sentir, pensar, descobrir a vida verdadeiramente, e não somente a assisti-la - malgrado do lado de dentro, com as convicções que me prendem aqui (em mim).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, penso que passou até muito. Passou um pouco do sufoco. Passou, e não veio o alívio. Permaneço cansado, lasso, tudo o que vejo está pintado de fadiga e todo som que ouço é tão-somente a recordação da sua voz. O que expiro da boca não é o ar outrora inspirado, é só o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Os minutos não retrocedem e os segundos tampouco se aceleram. Tenho às vezes a carta e o endereço à minha frente, e nada te envio. Tenho outras vezes até mesmo as palavras, as vírgulas, a despedida. Tenho tudo e nada envio. Tinha vontade de voltar atrás e agora nem isso tenho. Tenho só uma vista que me confunde nas palavras que já esqueci, mal decoradas que foram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O medo, já não sei o que é, também não me recordo. Tampouco distingo as vozes, os ruídos, tudo o que ouço é difuso, tudo é o resto derradeiro dos ecos que me perseguem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É bem verdade que não tenho a mínima vontade de voltar. Se estou mais a frente agora daqueles que começaram no mesmo instante, é somente porque este caminho que me está ainda inacabado ardeu-me em excesso, ardeu-me a ponto de quase eu sucumbir à dor, esta que senti tão intensa apenas porque dei a ela atenção demasiada. E não quero sentir de novo tal ardor. O sol é o mesmo para todos e eu fiz questão não somente de olhá-lo diretamente como também de concentrar-me no meu pé descalço que se desintegra no calor do asfalto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Estou agora a ouvir os rumores de quem não ouve nem geme a dor. Não deixo descansar o lápis, ele desgasta-se quase em pó, e isso porque não quero deixar-me esquecer do que ando a pensar. Quero lembrar-me mais tarde e poder libertar riso ou pranto quando avistar esses lamentos pútridos, burgueses, vis, afilhados do mesmo egoísmo que costumo repugnar em outrem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Estou a sufocar-me pela ausência, pelo silêncio, pela falta e, sobretudo, pela minha falta. Pelo texto que só soa poético se entoado com o meu sotaque, com a minha voz, com o meu timbre, com a minha altura. Pelos meus lamentos que repugno, e não calo. Pelas minhas crenças das quais já nem recordo a razão. Pelos meus preconceitos, pelos meus desamores, pelas minhas desculpas, pela minha impaciência, pela minha fuga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Deprecio a minha auto-depreciação e desejava não precisar dizê-lo ao vazio. Não, em nada distingo a má fortuna, mas somente faíscas, rascunhos, deslizes do meu fracasso. A caneta agora me é quase um corpo estranho, apanho-a e sinto arder o dedo. Avisto o caderno vazio e apreendo-me por não ser capaz de preenchê-lo. Quero tapar o silêncio com o violão, mas logo as unhas que o arranham fazem sons que quase me assombram e deixo-o de lado outra vez. Q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;uero espaço, quero movimento. Mas que não vente demasiado, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:16.7pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Escrevo diretamente no papel definitivo. Para que não haja falácias, dúvidas, eufemismos. Quero pôr à prova a sinceridade que tanto me lasca. Quero que repares na angulação da minha rasura e quero mesmo que percebas que tremo ao escrever-te o nome. Quero o meu relato nu, cru, exposto. Quero que leias em silêncio e saibas da tua inexistência. E que é muito por isso que tanto está a folha grafitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-421067690923997105?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/421067690923997105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=421067690923997105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/421067690923997105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/421067690923997105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/os-pormenores-que-exponencio.html' title='Todos os pormenores que exponencio.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5777766823750719305</id><published>2008-12-10T12:18:00.006-02:00</published><updated>2008-12-10T12:25:52.442-02:00</updated><title type='text'>Esconder-me no (medo do) escuro.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(68, 68, 68);   line-height: 21px; font-family:'Lucida Grande';font-size:12px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Citam-me interminavelmente os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;infinitos grupos e, em meio à listagem, apenas um atém-se à minha mente, impregna-se no meu pensar a abafar todas as vozes que o ouvido conhece, cumprimenta e descarta de imediato. Cego-me, calo-me, penso, e só o que se fixa em mim é, de fato, o silêncio. O vazio é o que me contém, e só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Contudo, persiste. Persiste a margear-me, a preencher-me ilusoriamente, essa apreensão, a devorar-me a alma, a embaralhar-me a vista, enquanto não distingo o sensato e não meço as curvas da estrada. Como se coexistissem a náusea e a fome no meu estômago, a disputar vorazmente pelos impulsos nervosos que me despertam a consciência e a atenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E, ainda, sigo a sentir como se há muito eu tivesse-me trancado em um coma e eu tudo escutasse e entendesse, mas fosse incapaz de reagir ao que me toca, ao que me deteriora, ao que me julga, ao que me é, aparentemente, tão irreal, a tudo que eu nego em silêncio sem de mim afastar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5777766823750719305?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5777766823750719305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5777766823750719305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5777766823750719305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5777766823750719305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/esconder-me-no-medo-do-escuro.html' title='Esconder-me no (medo do) escuro.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8109042657647012394</id><published>2008-12-05T17:53:00.003-02:00</published><updated>2008-12-05T18:05:13.820-02:00</updated><title type='text'>Tanto melhor.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(68, 68, 68);   line-height: 21px; font-family:'Lucida Grande';font-size:12px;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Escrevo ao vazio, sem muitas preocupações ou receios, portanto. A voz que condensa a caligrafia escrita em som é uma voz grave, austera, seca. As consoantes estalam e as vogais servem apenas de alegoria para definir o meu timbre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O salão está vazio, quase incomodado pela minha presença, as sílabas que liberto se entrelaçam em reverberações sem sincronia. Em raras vezes o dicurso parece-se apressar, e por isso ecoa e faz tremular levemente o ambiente frígido e quase que completamente estático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O palco está também vazio, sem nem mesmo a minha presença. Outrora, fixei demais o olhar, e tudo sucedeu-se como se algum fogo fizesse a imagem vacilar, tremulando ainda mais em meio ao eco que já estava a desestabilizar o ar. De tal modo, avistei sobre o tablado, por algum instante infinitesimal, o saxofone e os dedos se alternando nas teclas, mas foi suficiente apenas uma piscadela ligeira para que a imagem se esvaísse e o silêncio voltasse a ser compreensível. Sobre o tablado não há cenário, não há admirados, não há roteiro, não há preparativos e, também, não há sinal de que ele venha a ser utilizado novamente. Há apenas a ausência ressaltada pelas lâmpadas que insistem em se manterem acesas ininterruptamente. O assento que eu ocupo é distante e comporta, além de mim, o desprezo, localizando-se exatamente atrás da pilastra, esta já desgastada, rachada, torta, mas ainda inerte e impassível aos olhos de quem se trancafia em pressa e ansiedade e sequer se instiga quanto à imensidão do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Vez ou outra esse frio rouba-me todo o ar, o salão torna-se vácuo. É assim que se cala em absoluto a minha voz. E sabe-se lá quando virá uma ventania qualquer que estilhace estes vidros e arraste para longe este silêncio, esta mudez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8109042657647012394?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8109042657647012394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8109042657647012394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8109042657647012394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8109042657647012394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/tanto-melhor.html' title='Tanto melhor.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7396059056498660974</id><published>2008-12-03T19:41:00.005-02:00</published><updated>2008-12-03T20:04:35.970-02:00</updated><title type='text'>Reconfigurar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto vaguei que, quando lhe tive o rosto a menos de um palmo de distância do meu, só o que vi foram os seus olhos envermelhados, a sua pele rubra, os seus lábios movendo-se a pronunciar quaisquer sermões, a sua boca expelindo de leve uma saliva, os seus dedos se encravando nos meus braços em chacoalhões descontrolados. Toda essa fúria a mim nada dizia, apenas gesticulava desesperada em meio ao silêncio que me acompanhava enquanto eu devaneava muito além do palpável... Assisti a tudo e sei-lhe narrar, mas já não me recordo de palavra alguma que me tenha sido dirigida para me escancarar a minha insolência. Aquele absurdo aos meus olhos poderia ser observado por outrem sem parecer tão surreal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não usarei palavras difíceis. Pouco as conhecem o timbre da minha voz, se não são elas moldadas pelos meus lábios em momento algum. Também não apagarei esta e aquela rasura, tampouco me importo que seja perceptível o tanto que esta caneta falha e contorce ainda mais a minha caligrafia torta. Cansei de fugir de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha alma está lassa, saudosa da vida que eu não sei viver. Sobra a mim apenas esse cansaço pela demora, pela espera, pela teoria, pela impotência em ser o que é exigido por quem eu quero e deveria ser. Desisti da abstração, da ilusão, do irreal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se ainda resta algum fragmento meu a circular pelas minhas veias, é só porque me recuso a me entregar por completo ao desconforto que me traz a náusea. Entrego-me ao acaso, pois há muito sinto que já não sou eu quem me detém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma irregularidade, um descompasso. O meu corpo é demasiado fraco para me carregar e essa fraqueza me dói. Essa assimetria que me faz pender para apenas um lado o faz pesar, pesar, latejar, e eu me entrego à dor. E a cicatriz se fecha, trancando em mim os cacos, a unha, a memória, o tempo. E tudo desgasta-se, acumula-se, deteriora-se. Peso ainda mais e não sei como quebrar o jejum. Levo essa existência no vento, essa que não pesa demasiado tão-somente por quase completamente não haver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida agarrou-me e cuspiu em mim a minha insignificância. E até isso eu desmereci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7396059056498660974?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7396059056498660974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7396059056498660974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7396059056498660974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7396059056498660974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/12/reconfigurar.html' title='Reconfigurar.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-357156773969160008</id><published>2008-11-30T22:27:00.010-02:00</published><updated>2008-11-30T22:51:34.988-02:00</updated><title type='text'>Sem mais.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Invejo a sandice dos que não percebem em demasia. Não sei bem se invejo a sandice ou se invejo a eficiência em ocupar o tempo e afastar a lucidez. Talvez eu inveje a vida assim, tão bem preenchida, munida contra o silêncio e o pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há sempre esse momento, que se repete sempre no contratempo de compassos desiguais, atinge-me esporadicamente, sorrateiro, sem que eu prepare alguma defesa.  Aproxima paulatinamente de mim, dando sempre algum sinal sutil que eu ignoro na minha ingenuidade. Até apossar-se de mim de fato, a derrubar a estabilidade, espatifando-a contra o concreto frio, escancarando as janelas e me mostrando a indiferença do mundo, com quem eu ainda travo preocupações deveras pueris. Abraço-o com braços curtos e não o percebo tão distante, o giro do planeta e esses ventos ligeiros apressam-se em me enganar, tudo parece-me integrado, eu me sinto pouco, mas me sinto parte, e é assim que quase sinto que não estou tão só. É quando vem esse momento para me expor alguma luz. No silêncio e no caos de mim, penso que o odor exorbitante da tinta da obra cair-me-ia tão bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-357156773969160008?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/357156773969160008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=357156773969160008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/357156773969160008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/357156773969160008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/invejo-sandice-dos-que-no-percebem-em.html' title='Sem mais.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-9191220284964572638</id><published>2008-11-28T18:41:00.004-02:00</published><updated>2008-11-30T22:46:41.196-02:00</updated><title type='text'>A palavra é minha maior coragem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E ela permanece aqui, gravada, imóvel, virgem, absorta, calada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondida nesta imensidão. E, eventualmente, logo depois de ser encontrada, jazerá novamente perdida entre o que o cansaço dos olhos e o desinteresse da mente deixaram passar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-9191220284964572638?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/9191220284964572638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=9191220284964572638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9191220284964572638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9191220284964572638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/palavra-minha-maior-coragem.html' title='A palavra é minha maior coragem.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5169353055505227279</id><published>2008-11-28T15:14:00.005-02:00</published><updated>2008-11-30T22:21:34.761-02:00</updated><title type='text'>Para terminar de morrer o que não morri ontem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Penso que agora eu só queria um sono sólido, maciço. O sono, precedido de um banho que me lave a alma dessa agonia que recobre a epiderme... de um banho que roube de mim essa ansiedade desenfreada que corre comigo a passos largos em caminhos iluminados por uma manhã que tarda a se elevar... de um banho que evite que essa apreensão permaneça em mim envolta, a me prender em mim, escancarando espelhos que cautelosamente deixo ocultos ao meu olhar descuidado. Revela-se a mim, então, a minha insignificância, e tudo o que prefiro não saber que não sou.&lt;br /&gt;E em meio a esses reflexos, eu vou pedir aval ao primeiro espectro meu que me afastar sutilmente dessa minha incerteza, desse meu vazio, dessa minha imprecisão, que é pra ver se o meu rosto me mostra que esse meu corpo ainda pode carregar um alguém. Escondo-me no inexistente, porque não me bastam o real, o cru, o imperfeito inacabado. Neste silêncio, tudo o que vejo e ouço de mim e em mim insiste em clarear ainda mais a minha ineficiência, a minha impotência, a minha prolixidade, a minha ambigüidade.&lt;br /&gt;Dói ter de escolher entre o pior e o “menos pior” só para atenuar a dor. Assim, crio uma dor que só arde e palpita tanto em mim porque não escolho somente por mim, e é essa consciência da minha hipocrisia que me abala termitantemente. O caos me percebe muito menos do que eu penso que perceba, e talvez seja só por isso que eu me preocupo em ter de me expor a ele para alcançar uma paz da qual mal distingo a forma, porquanto não possuo nem mesmo a certeza de que me verão verdadeiramente. Mas já noto que se nem eu sei me perceber de fato, não posso exigir muito mais de quem só me identifica pelo nome que carrego no bolso.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Prefiro deixar-me à deriva do tempo, mesmo que já nem mesmo nele eu deposite alguma esperança. Minha vida está em déficit com o que sou, e esse descompasso distorce-me, deteriora-me, expõe-me a mim mesma sem que me preparem para me deparar com tal discrepância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num espasmo que eu expilo essa verdade incômoda de dentro de mim. E, com um grito sem timbre, que parte da minha boca sem carregar a minha voz, livro-me dessa náusea, mas só por um instante infinitesimal, visto que as minhas palavras pontiagudas não esperam, vão e voltam num estalo, ecoam pelo vento e voltam a mim, ligeiras, transpassando-me, rasgando-me, murchando-me sem pudor, sem ponderar o estrago que instalam no meu âmago instável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5169353055505227279?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5169353055505227279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5169353055505227279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5169353055505227279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5169353055505227279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/para-terminar-de-morrer-o-que-no-morri.html' title='Para terminar de morrer o que não morri ontem.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7913025418696556905</id><published>2008-11-23T22:04:00.012-02:00</published><updated>2008-11-28T18:51:34.351-02:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Real e intrinsecamente, não é inteligível a mim que o comum me soe tão absurdo, porquanto eu não julguei nem percebi que esse tempo todo em que me isolei fosse suficiente para causar tanto estranhamento. Essa convivência intensa com conterrâneos e consangüíneos me devassou, e agora se desperta novamente em mim, desencadeando conseqüências não muito tardias: ela resta, calada, a transformar qualquer trivialidade da minha solidão em um alívio que me engana quando se disfarça de alegria a preencher o meu corpo vazio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7913025418696556905?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7913025418696556905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7913025418696556905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7913025418696556905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7913025418696556905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o tempo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6041337047888024687</id><published>2008-11-22T23:40:00.000-02:00</published><updated>2008-11-22T23:41:08.686-02:00</updated><title type='text'>Vexame.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num descuido, uma ventania expele o mundo contra mim pela brecha da janela que logo não se agüenta e se escancara em frente ao meu rosto, deixando altamente perceptível que o caos é necessário para evitar que se viva continuamente numa vertigem, que já agora ameaça abarcar-me definitivamente. A entropia é estritamente crescente, as vidas extremamente curtas para que se a perceba de fato, e tudo isso é necessário. É necessário para disfarçar a irrelevância das nossas existências infinitesimais que não valem por si mesmas e que exalam um tanto de alegrias falsas por nós inventadas para que nos mantenhamos de pé em meio à imensidão. Quanto a mim, aposto com o tempo que ele me vencerá, já não confio na minha capacidade em me esconder do inevitável em uma ignorância frágil, já que em algum momento eu não tranquei todas as janelas.&lt;br /&gt;É que... Ficou esse silêncio, esse isolamento, essa incompreensão. E eu também já não exijo o falatório, os diálogos, as risadas, as reuniões, os encontros, os eventos, os beijos, os braços, os abraços. Já não preciso que me digam que está tudo bem. Quiçá eu perceba demais para que possa viver numa leviandade suficiente para me aceitar como parte de um mundo que não me aceita sem bruscas adaptações. Percebo demais as carências, os defeitos, as insatisfações, os tropeços, e creio que nada disso deva ser disfarçado. É só esse o erro, querer negar o erro. Não possuo objetivos e já nem mesmo acho que eu precise tê-los, se tudo o que devo querer é invenção de quem já nem existe mais. Não nego que já não tenho objetivos em meio a essas circunstâncias. A princípio, não é do meu intuito mudar-me visceralmente, mas mudar as circunstâncias que me modelam sem pudor, porque sei que não me encaixo nem quero encaixar-me. Não sei o que quero, nem por que quero. Mas não reclamo o superficial, o artificial, reclamo o intrínseco, o que me rouba a lucidez, a razão e os sentidos. E, frente à minha incapacidade, sucumbo ao primordial, à dúvida tênue que me divide entre o ridículo e o instigante. Pra que querer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6041337047888024687?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6041337047888024687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6041337047888024687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6041337047888024687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6041337047888024687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/vexame.html' title='Vexame.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4543730296126783783</id><published>2008-11-22T21:45:00.016-02:00</published><updated>2008-11-22T23:41:36.562-02:00</updated><title type='text'>Espectros.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uns três ou quatro acasos de repente se uniram, pausaram o tempo e deram-me calma e espaço. Foi assim que um ano pareceu ter sido dois. Depois de desvencilhar-me de cansaço ou preocupações em demasia, que a ventura tratou de amansar em trégua, eu fixo o meu olhar no espelho, e a distância que me separa do meu reflexo é duas vezes a distância dos meus olhos ao vidro, distância esta que caminhei quase sem esperança alguma, mas que me concedeu uma imagem suficientemente nítida apesar da miopia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noto que o tempo não consertou as tortuosidades, não alinhou os ombros, nem tirou-me o vício de passar a mão pelo pescoço, mas as espinhas já não berram como antes quando eu esfrego a testa com a ponta dos dedos oleosos. São muitos os traços que me surpreendem, e muitos também são aqueles que ainda passam despercebidos pelo meu olhar descuidado. Para espantar o silêncio, eu sorrio, mas logo observo no meu rosto escorrer uma lágrima em resposta ao falso. E assim, na superfície da gota, sou eu quem se reflete, o sorriso já distorcido pela curvatura, que não dura muito até espatifar-se no assoalho frio e indiferente que me sustenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para espantar o silêncio, observo-me tentar sorrir, mas ao vê-lo logo sinto na minha face escorrer uma lágrima em resposta ao falso. E assim, na superfície da gota, reflete-se o reflexo outra vez, mas eu já não o vejo. Não vejo o sorriso distorcido pela curvatura, apenas o sinto deslizando, ultrapassando os lábios, o queixo, e atirando-se ao ar, para espatifar-se enfim no assoalho frio e indiferente que me sustenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4543730296126783783?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4543730296126783783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4543730296126783783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4543730296126783783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4543730296126783783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/vexaminosos-os-resqucios-dos-espectros.html' title='Espectros.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5770339154615665956</id><published>2008-11-22T15:18:00.004-02:00</published><updated>2008-11-26T20:26:35.830-02:00</updated><title type='text'>Desabafo sobre o desabafo (Antipatia).</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizem que imito bem. Dizem, e não importa se lhes acredito. Aconselharam-me ingressar ao teatro, e também não importa se lhes dei atenção. Lembro hoje que me esqueci completamente do espetáculo de ontem. Lembro que havia algo de Brecht, em razão dos capítulos e cartazes. Gosto, mas por alguma razão não me concentrei. Observava fixamente o ator que me parecia minimamente instruído e tinha absoluta certeza de que ele atuava com certo desdém e desprezo pelo público, justamente por declamar verdadeiramente o discurso e notar nos observadores um desinteresse tolo e pueril. Atiraram-se uma na outra as cortinas e, silenciadas definitivamente as risadas que restavam dos atos cômicos, todos saíram da peça satisfeitos, mesmo se não tivessem reservado atenção ao monólogo, que se sobrepunha ao resto todo da peça por fazê-la valer de algo e finalmente apresentar a ela um sentido factual. Os que de fato a entenderam saíram calados, absortos numa reflexão pontiaguda, mas eram tão poucos que mal se os viam em meio à multidão ruidosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que não desisto de me externar versando estas palavras incolores e indigestas que não rimam nem se eu dedicar-lhes muito esforço. Prefiro-as cruas e sem nenhum atrativo. Prefiro-as assim, puramente inodoras e intrinsecamente viscerais. É fato que escrevo nesse descompasso, nessa disritmia torta, mas caso tentem-me compreender, ser-lhes-á necessário um mínimo de paciência e concentração. Prefiro assim. Não digo que sejam as minhas palavras superiores aos gestos do ator. Digo apenas que são mais eficazes quanto à seleção do meu público. Não, os que me julgarem ininteligível, não pararão seu tempo para lerem-me, nem silenciarão sua música para concentrarem-se. Podem forjar uma admiração falsa caso avistem uma palavra que lhes seja desconhecida, mas isso é o máximo, e já agora há muitos que não se admiram com tão pouco por notarem palavras desconhecidas por toda parte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto que a quantidade de linhas os desestimule, pois assim restrinjo-me apenas aos reais interessados, Mas cabe dizer que não desprezo os desinteressados, até mesmo porque eu não me releio, prefiro manter-me confortável sem saber dos meus paradoxos e circunflexos esquecidos. Nota-se, portanto, que é medíocre aquilo que seleciona o leitor, nestes tempos que dizem reinados pela informação. Basta-me uma palavra que fuja ao léxico comum para que eu arranque alguma dmiração, basta-me prolongar os períodos com apostos intermináveis, para que a finura da barra de rolagem já afaste os preguiçosos. E é uma pena quando o meu desinteresse me faz parar por volta do terceiro parágrafo ainda, para me fazer redigir uma conclusão tola e branda, que arruine os argumentos iniciais. Mas não me importa, porque não me agrada nem a arte, nem a literatura, nem nenhuma expressão, se já agora se transformaram em rótulos, assemelhando-se às roupas que trocamos assim que se mudam a moda e a estação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5770339154615665956?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5770339154615665956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5770339154615665956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5770339154615665956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5770339154615665956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/desabafo-sobre-o-desabafo.html' title='Desabafo sobre o desabafo (Antipatia).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4714590966352396982</id><published>2008-11-22T14:55:00.011-02:00</published><updated>2008-11-22T19:08:55.721-02:00</updated><title type='text'>Enantiomorfo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquela brisa cálida impregnava no meu corpo o mau-hálito do sol escaldante, e o asfalto que os meus olhos semi-cerrados avistavam tremulava em meio à nossa desesperança silenciosa. Caminhamos certamente mais de duas léguas, as árvores numa estaticidade desoladora típica dos nossos domingos. Doía-me a nossa sexta-feira ser como os domingos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve, assim, um momento em que, em meio ao desconforto do alimento mal direrido que me pesava o ventre, o seu braço na minha cintura potencializou a minha agonia a tal ponto que parei. Recusei-lhe a boca e dei meia volta em alguma fração de instante irrelevante. Num espasmo, enquanto a calçada sentia as minhas passadas trôpegas e desordenadas, caligrafava, com o pensamento e com pressa, na minha mente translúcida, uma narrativa curta e mórbida, que os raros transeuntes não se esforçavam em compreender quando me avistavam com a testa pulsando demasiado. O seu olhar há muito já me abandonara após pequena hesitação, escrevi o texto inteiro na testa, apertei a campainha em desatenção, puxei as chaves, abri a porta, e pus-me a datilografar, sem pensar o motivo, o que estava gravado no rosto. Num instante, apoiei-me à parede fria e cochilei, dando um descanso à máquina. Cochilei, esqueci-me, despertei ainda esquecida, ébria do sono, reli as minhas palavras e arrependi-me, mas já não havia lágrima para me lavar o rosto. Permaneci, portanto, com os períodos e parágrafos à mostra, você bate agora à porta horas ou dias depois e quiçá o papel já não me seja necessário; eu nada digo, pois, ainda assim, isso não é preciso, pois apesar de que nada disto que me colore a epiderme da testa eu posso ler, porquanto o espelho me põe ao contrário, mostro-lhe tão-somente o rosto frígido porque algo em mim me diz que você visceral e naturalmente é capaz de me ler diretamente sem enorme esforço, sem a minha voz a explicar-me, e sem o papel que jaz pendurado na máquina. Mas você abre a porta, olha-me e o seu olhar difuso não capta em mim as letras. Engole o meu silêncio, encosta a porta, e vai embora. Na máquina, o papel pende ao chão, o texto inacabado. E o deixarei assim, cabisbaixo, para qualquer dia o vento o arrancar e o levar embora. Quanto ao meu rosto... Ah, a garoa vem vindo, mansa, e logo borra a testa, espalha a tinta, e a pele cinzenta, com o tempo, desbota de vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4714590966352396982?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4714590966352396982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4714590966352396982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4714590966352396982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4714590966352396982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/enantiomorfos.html' title='Enantiomorfo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-707350358917467856</id><published>2008-11-18T22:28:00.005-02:00</published><updated>2008-11-18T22:48:16.937-02:00</updated><title type='text'>Agosto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio nos lábios do tempo que ainda não alcanço a luz que o futuro destrincha sob esta neblina. Vejo que pairo, outra vez, neste lugar que não me agüenta mais, neste solo que já não suporta ser marcado pela minha pisada seca, quadrada. Passa por mim um vento árido, e eu quase tenho a esperança de que ele me leve sem a necessidade do meu esforço, mas logo a desilusão me consome, quando sinto a boca, o nariz, os olhos, todos ardendo em meio à ventania que me esfarela, que me expõe ao meu descuido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa indecisão já é quase o meu retrato, é na inconstância do tempo que eu escondo a minha regularidade. E não, não peço misericórdia. Abomino-a. Quando vêm a mim com ela, é só com ela que a minha consciência reage, quando em breve eu vejo a volta fúnebre dos interlocutores ao receber como resposta à sua empatia, esse meu silêncio ríspido. Mas sempre já é tarde demais para remediar a grosseria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei até que ruas o meu desespero corre, e não sei quantas esquinas o meu olhar dobra, só pra ver se numa reviravolta me flagra fugindo de mim e pode rir, enfim. E rir só pra abafar o pranto, como de costume, e tornar a se apressar, pra se esconder de mim e de tudo, comigo, também... porque basta um instante, um relance, para fazer perceber que não há quem concilie a minha incerteza amarga com esse mundo ligeiro, raso, silenciado pelo próprio desdém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-707350358917467856?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/707350358917467856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=707350358917467856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/707350358917467856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/707350358917467856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/agosto.html' title='Agosto.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4087580086973361629</id><published>2008-11-17T22:27:00.005-02:00</published><updated>2008-11-22T22:24:48.921-02:00</updated><title type='text'>Hoje.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quase regorjito o alimento do tanto que pulsa a indecisão dentro de mim. Não me agüento, não me sustento, atiro-me ao colchão por me faltarem forças e não me valerem os esforços que travo em manter-me de pé para me solucionar de vez. É, é, como me dói a imensidão do tempo que está por vir, como me dói sentir que enquanto abro a mão para alcançar o incerto eu deixo escapulir e se esvair num instante tudo o que eu já tenho. E ainda assim, levou um tempo, pra que eu tivesse quase nada, eu sei, e é por isso que olhar ao lado me dói, ah... e me dói demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4087580086973361629?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4087580086973361629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4087580086973361629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4087580086973361629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4087580086973361629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/hoje.html' title='Hoje.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7410371299884513474</id><published>2008-11-16T22:47:00.005-02:00</published><updated>2008-11-16T23:02:53.940-02:00</updated><title type='text'>Entregar-se.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Parecem leves as palavras que a maré leva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mais tarde vem me devolver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Retornam sempre disritmadas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus acentos roubados, seus tremas caídos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vêm todas incoerentes, embaralhadas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas voltam sempre a me trazer o mar inteiro&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No aroma de um grão de areia só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este que chega sem perceber-se intrometer&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesses meus resquícios de saudade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessas minhas intrigas casuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7410371299884513474?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7410371299884513474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7410371299884513474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7410371299884513474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7410371299884513474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/entregar-se.html' title='Entregar-se.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-3684661035450417416</id><published>2008-11-16T22:06:00.003-02:00</published><updated>2008-11-16T22:11:16.574-02:00</updated><title type='text'>Complementando os eternos receios.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pauso. Paro, estagno. O vento me ultrapassa, não só embaralhando os fios de cabelo, como também arranhando o olho, ardendo o corte, secando o lábio, levando a lágrima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, a minha cabeça pesa em mim, mas é também só ela que levita alto e me leva embora daqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as pálpebras... Ah, as pálpebras. Elas também cedem à gravidade. Sem embargo, eu não sinto como se pudesse adormecer, e qualquer fonte de luz cega o meu olhar fraco, disforme. E desisto, caio em mim, volto ao chão, com a esperança de que o desmaio me roube os sonhos, mas não há mais nada que me dê trégua de mim; ou, ainda, que me afaste, que me tire de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-3684661035450417416?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/3684661035450417416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=3684661035450417416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3684661035450417416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3684661035450417416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/complementando-os-eternos-receios.html' title='Complementando os eternos receios.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2882686471503355369</id><published>2008-11-16T01:14:00.006-02:00</published><updated>2008-11-16T01:25:28.489-02:00</updated><title type='text'>Estático.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E há o meu silêncio, a minha omissão, a minha insignificância, que existem por culpa minha e pelo infortúnio daquilo que se predispõe em mim antes que eu saiba quem sou e quem quero ser. Pensava que os sons que se ouvem de mim são sempre deturpados, mas a verdade é que estou há muito silenciada e, mesmo que eu me pronunciasse, já foram criadas distância e circunstância suficientes para me calarem perante o mundo. Calo-me, afasto-me, anulo-me, e sinto minha voz retraída esmorecer completamente nesse vácuo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os neurônios estão sobrecarregados de tanto armazenar, analisar; as gavetas estão trancadas, abarrotadas do serviço que julguei não ser capaz de deixar à deriva do esquecimento; os meus sentidos todos azedaram por não se desgastarem naturalmente, por já não terem comando nem motivação para me ordenar e me manter afastada do torpe e da distorção; meu senso se ressecou, levou embora de mim a esperança que antes me punha um sorriso leve na face. E é assim que meço o tempo restante: analiso o quanto de esperança me sobra. Percebo que ela pinga no asfalto, lenta, a tracejar o meu passeio, mas ainda a sinto pesar em mim, ainda a sinto cegar-me durante o meu caminhar incerto. E me relembro assim da desistência, enquanto o tempo se prolonga e insiste em não querer-me deixar, mas num instante desisto de desistir e retorno à minha fraqueza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, é assim que levo os dias nas costas, a curvar-me e a fazer doer demais ter de levantar-me do divã a cada dia em que preciso amanhecer antes do sol, a cada dia em que me agüento e agüento o tempo até muito depois de o sol ir sem se despedir. Fico assim, a ouvir a luz da lamparina, o escuro, o tráfego intermitente, as máquinas ininterruptas, os zumbidos, os murmúrios, que reverberam nesse ar pútrido que me revolve, que me envolve, que faz reboar intensamente o meu desacerto no contraste com este silêncio forjado. E rio de mim, porque não obstante eu tão-somente ouça, eu ainda assim espero do mundo alguma consideração, algum reconhecimento. E a gargalhada ecoa, ecoa, embriaga-me e afasta-me... Afasta-me um tanto mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2882686471503355369?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2882686471503355369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2882686471503355369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2882686471503355369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2882686471503355369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/esttico.html' title='Estático.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7097157062566315096</id><published>2008-11-09T00:41:00.004-02:00</published><updated>2008-11-09T00:45:59.835-02:00</updated><title type='text'>Do existir.</title><content type='html'>Polimos, limamos, rimamos o imperfeito,&lt;div&gt;Até nos encontrarmos nus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7097157062566315096?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7097157062566315096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7097157062566315096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7097157062566315096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7097157062566315096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/sobre-vida.html' title='Do existir.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1118159138952844078</id><published>2008-11-07T22:41:00.009-02:00</published><updated>2008-11-10T20:29:04.481-02:00</updated><title type='text'>Lassos.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;Sigo os teus rastros de ninguém,&lt;div&gt;Para ver, sentir, no meu peito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que esse meu nosso silêncio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é só mais um silêncio casual.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se em vão bates de novo à porta; pára.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Larga a carta calada no assoalho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa a brisa vibrar a corda,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fazer arder de leve o corte,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apuro no escuro a nossa calma fingida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São as nossas rimas rasgadas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que azedam, esparramam o fel,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E cansam as gavetas abarrotadas de nós.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1118159138952844078?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1118159138952844078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1118159138952844078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1118159138952844078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1118159138952844078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/11/lasso.html' title='Lassos.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7520309187219018265</id><published>2008-10-31T22:42:00.009-02:00</published><updated>2008-11-02T16:26:12.789-02:00</updated><title type='text'>Da solidão.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prolongo a noite para adiar o meu despertar, porque de manhã o tempo venta, o pássaro canta, e a vida deveras me dói... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me atiro ao colchão sinto que peso tanto... Sinto a coluna inteira descansar-se, aliviar-se, a respirar. É quando me sinto contradizer, embaralhar, porquanto no resto do dia qualquer brisa descuidada rouba-me a lágrima, o tropeço, o abrigo, de tão leve que me apresento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou eu mesma quem cria o atrito para não escorregar no vazio, para não me perder no nublado, no difuso, no confuso, no fuso. Contudo, a verdade é que não me movo, mas o vento não pára de ultrapassar-me e bagunçar-me os cabelos. E é então penso que me movo, e por isso crio o atrito. Mas vez ou outra a sola do pé cede no meu inconsciente ilusório, e simultaneamente no vazio factual, fazendo com que o cérebro ordene intransigentemente que a pele arda sem escrúpulos quando se arrasta no atrito que só os meus pés sentem. De longe, a brisa assiste ao meu ardor, ao meu corpo contercer-se e pausar num instante, como se se preparasse para declamar um verso de melancolia e então se silenciasse, entregando-se logo em seguida ao piso gélido do palco com a intensidade de quem se afoga no infinito do precipício (de si).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7520309187219018265?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7520309187219018265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7520309187219018265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7520309187219018265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7520309187219018265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/da-solido.html' title='Da solidão.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1975471579286343383</id><published>2008-10-31T22:23:00.006-02:00</published><updated>2008-10-31T23:49:55.948-02:00</updated><title type='text'>Repet(ir-se).</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pus fogo às cinzas com alguma esperança infértil, aguardando que a fumaça subisse aos céus e me abandonasse, enfim. Não só o frio desceu, como também o denso. Ceguem-me, já, e imponham-me os olhos abertos, para que ardam de arrependimento e impotência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esconder-me na conveniência serviu-me apenas para me trazer uma volta de conseqüências ainda mais hostis que as condições iniciais. Encontro-me superficial, frágil, e reconheço pouco do que sinto, reconheço apenas o que arde como antes. Tudo arde, mas desta vez com um ardor que me implora que eu desista de mim. Vou morrendo por dentro, aos poucos, mas logo nasce um sol, de novo, para me puxar do colchão e levar-me de volta ao que todos reconhecem como sendo o que eu não sei mais ver em mim. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o meu corpo, saturado... Saturado de vácuo. A epiderme flácida, pálida, frágil, desgastada e fadigada. E o vento a arranhar-me, a agarrar-me, a impôr-me a forma, tirando de mim pedaços e fazendo o corpo inteiro arder, como se fosse eu apenas carne viva. Que me condenem os biólogos, mas é de fato esse o termo que melhor designa o meu estado. Percebo que notam e sentem os transeuntes o meu coração pulsar pausadamente, engasgado, falho, em meio às faíscas que se enroscam na minha mente e me ensurdecem de mim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Reconheço em mim apenas a covardia, a farsa, o irreal, o utópico. Afasto-me de mim para evitar o grito, para não incomodar o vizinho, e permaneço sempre por um triz sem me enfrentar. Não adianta que o vento ou que o pai me estapeiem, preciso que o coração bata forte no peito e me dê um empurrão para me impulsionar a escapar do agora e buscar o escuro e o só, para poder voltar a mim. O vazio das minhas palavras veio encher minha alma de silêncio, que agora escuta sem pudor as lamúrias incansáveis que os meus desvarios cantam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1975471579286343383?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1975471579286343383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1975471579286343383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1975471579286343383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1975471579286343383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/repetir-se.html' title='Repet(ir-se).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2049868728906326667</id><published>2008-10-26T22:09:00.010-02:00</published><updated>2008-10-31T22:26:50.896-02:00</updated><title type='text'>Do susto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ter um espectro, uma silhueta, um rastro seu na minha mente é como reaspirar em mim o que eu já soprei ao vento, é reutilizar o estrago, é revender o defeito ao vendedor, é espremer fervorosamente o sumo da acidez na minha passividade, na minha tranqüilidade, no meu vazio, e fazer tremer o meu corpo, que entorna ao meu redor, no clímax da náusea, os resquícios da minha embriaguez, a me fazer afogar-me em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2049868728906326667?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2049868728906326667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2049868728906326667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2049868728906326667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2049868728906326667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/do-susto.html' title='Do susto.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8386924378348768252</id><published>2008-10-26T19:57:00.003-02:00</published><updated>2008-10-26T20:48:16.962-02:00</updated><title type='text'>(Ex)pulsar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Uma vida vendida, cuspida, jogada, que engoli sem muito pensar. Num repente concebo uma interrogação que irrompe de todos os poros do meu corpo e faz de mim um borrão imperceptível em meio à multidão. Ouço a discussão e o disparatar calada e observo a vida com um riso frouxo que já não contém minha indefinição, deixa-a escapar aos mais atentos. Sinto que incomodo por não me encaixar perfeitamente, porquanto sobra sempre um braço que pede abrigo, uma perna que não alcança o chão, um tórax que se abre e se desabrocha a esforçar-se por abraçar o mundo, e que assim expulsa de mim o pescoço, o rosto, e obriga o olhar curioso a enxergar tão-somente a nuvem e não a árvore, o transeunte, a calçada, o pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Cercam-me e aceito a companhia por pura conveniência, mesmo tendo a impressão de que contorno em mim limites tortuosos quando me predisponho a não ultrapassar os rigores morais da convivência. Liberto dores e risos, o pânico da solidão se afasta irrelevantemente; e permaneço, sem embargo, alerta, por saber do risco, da minha ignorância, da minha parcialidade, da minha ingenuidade, de toda ilusão, de toda falácia. Sinto o exterior tomando cor longe de mim, a pulsação permanece rigorosamente periódica, as mãos não tremem nem suam, o cérebro não se comprime nem parece extrapolar o crânio. Na cabeça toca sempre a música que há pouco ouvi no rádio, já não me recordo do gosto do violino que me agradava, a minha memória não se detém a rosto algum, o pôr-do-sol hoje é sempre idêntico ao de ontem, e minhas aspirações e convicções permanecem ainda pendentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;É domingo, e hoje as cores me doem. Doem porque se contrapõem sem pudor algum ao meu âmago monocromático e cinzento, fazendo arder o olho seco e se distorcer e contorcer ainda mais a córnea astigmata. Vêm, com o crepúsculo, com o ruído periódico do ventilador, com o contraponto da música, uma fisgada até dentro do meu peito, que dói em algum lugar indefinido dentro de mim, a perder-se no incômodo constante desse vazio indeciso. Já não há nada aqui, falta disposição, vontade, verdade. Saio do quarto a buscar o pão com as roupas ainda tortas no corpo magro, e a brisa sutil quase me leva embora para me abrigar atrás do tronco distorcido e sem folhas, sinto-me desaparecendo no caminho embaçado, e só não volto atrás porque repugno o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que lêem em mim me transcende. Mas não me transcende ao além, mas sim ao irreal, ao ilusório, ao que represento. Expandem-me, reduzem-me e constroem-me em um alguém que não me contém, que não me detém. É por isso que não volto ao quarto. Porque às vezes a ilusão me convém. Não volto, porque lá já não tenho nome. Não guardo espelho nenhum que me remeta à minha imagem. Lá, apenas sou. Não guardo nenhuma referência à minha existência, e não preciso inferir nada do que fui, do que sou, do que serei, do que preciso ser, do que devo ser. Não há lei genética, nem empírica, nem racional, que me prenda a definição alguma. E é assim que o surreal me engole, e me deixa à deriva do que o tempo fará com essa minha insolência. Deixo estar, e proponho ao acaso esconder-me na minha contradição, nessa dialética cíclica, a querer entender-me sem precisar encontrar-me obrigatoriamente, visto que sei de antemão que mesmo sendo sutil, qualquer estranheza muda o foco do meu olhar ardente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8386924378348768252?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8386924378348768252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8386924378348768252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8386924378348768252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8386924378348768252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/expulsar.html' title='(Ex)pulsar.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5627858791250762520</id><published>2008-10-09T19:41:00.005-03:00</published><updated>2008-10-09T19:46:11.057-03:00</updated><title type='text'>Atrair desatenções.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num tropeço, penso que se nada mais me surpreende, se nada mais me apreende, se nada mais se depreende do que eu digo, faço e sou, talvez já nem valha mais o esforço de pentear o cabelo ou checar os dentes no espelho de manhã. Saio com certo desinteresse e comporto-me nas ruas em meio aos transeuntes com certa indisciplina. Não jogo o anúncio na calçada porque a culpa me pesa, e o tempo há muito já faz a coluna entortar. Não obstante, não me importo com o que flutua na mente alheia carregando o meu nome. Precisaria de algum chacoalhão de Weber a mostrar-me que toda ação tem um motivo social que inclui em si a reação do coletivo, porquanto ainda agora eu me expunha sem me preocupar, e não veio impulso algum a apontar a penumbra de quaisquer mudanças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei mais aonde irei buscar preocupações tantas que me mantenham alerta e sempre presente. Vagueio num nada, em palavras aleatórias, em rimas, em versos. Versos estes calados, rimas essas sem graças, palavras aquelas inventadas, que só a mim se desabrocham a fazer algum sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais queria agora é que houvesse um parágrafo para ser a antítese desses outros iniciais, que incluisse o pronome "você" um tanto de vezes, anulando a minha descrença, floreando e disfarçando a minha desesperança, e que fizesse o interlocutor se indagar. Mas mesmo agora, não há. Não há interlocutor, não há você, não há eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há apenas um calado desabafo anônimo no silêncio, como uma onda que passa lenta, singela, sem transportar matéria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5627858791250762520?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5627858791250762520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5627858791250762520' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5627858791250762520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5627858791250762520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/atrair-desatenes.html' title='Atrair desatenções.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2670065734239713816</id><published>2008-10-04T23:42:00.005-03:00</published><updated>2008-10-05T13:47:48.888-03:00</updated><title type='text'>Sobre o inquilino do tempo (de si).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bip. 141. Silêncio. Bip. 142. Silêncio.&lt;br /&gt;Os momentos de espera jamais passam ligeiros. O envelope, em meio ao polegar e ao indicador, já se marcava por um suor suave, as pontas das unhas friccionavam o selo num movimento quase que contínuo na tentativa de colá-lo inteiramente à superfície do papel. Bip. Bip. Bip. Confundia-se nas contas inúmeras vezes, mas mesmo com tantos descuidos, o 224 não se aproximava. Tirara dos ouvidos os fones, até o violino o agoniava. Observou rachaduras no teto, repousou o olhar sem preocupação no quadro de valores de cada entrega, e num espasmo virou bruscamente o pescoço para o lado direito.&lt;br /&gt;Lá ela estava. As mãos repousadas nas coxas, como de costume, os tornozelos entrelaçados, parecia bem mais magra e pálida do que antes, o cabelo agora curto e mal penteado, como o de todas as outras, e os óculos escuros que lhe tampavam boa parte do rosto. Reconheceu-a sem que fosse necessária qualquer fração de instante; mesmo que deturpada por ele e modificada por ela, a imagem era em si a lembrança. Pouco a pouco um turbilhão de memórias apossou-se da sua consciência, e mesmo os bips de antes já não o incomodavam. Sem embargo, num estampido, as memórias abandonaram-no sem aviso. Reinou o silêncio. Suou mais do que antes e sentiu-se sozinho com ela, ali, vez ou outra ouvia um burburinho no guichê ao lado e nada mais. Não se incomodou com a memória, com as lembranças, com as frases que ecoavam insistentes na sua testa, com os traços conhecidos da face, nem teve vontade alguma de tomar-lhe pela cintura outra vez. Todos os ímpetos passageiros esvaíram-se, sem pudor.&lt;br /&gt;Já nada sentia, apenas o corpo a desfalecer-se na cadeira. Deixou de sentir agonia, deixou de friccionar o selo, deixou de pensar ou sentir. Deixou de olhá-la, por fim. Passaram-se os minutos e ele já nem se importava com a sua presença. Inconscientemente, sabia que ainda ela estava ali ao lado, uma visão secundária mantinha seu vulto à vista, mas ele não lhe dava atenção.&lt;br /&gt;Era o pretérito, o tempo, a mudança, esta que se deu silenciosamente e interna a ele, tudo isso, nesse coincidente olhar furtivo, fundira-se e ressurgira na sua existência pálida e desconectara tudo o que antes fazia sentido dentro dele sem que dúvidas ou indagações fossem necessariamente suscitadas. Bip. Algum vento levantara o tapete e a poeira afligira-o, embriagara-o, cegara-o.&lt;br /&gt;Estava absorto em si. Estava anônimo dentro de si, sem reconhecer-se, sem ter para onde fugir. Bip. Desconfigurara-se de si, não se identificava, era intruso e sem terra, expelia-se de si e buscava-se em si simultaneamente. Estava às cegas sem saber lidar com a ausência, desejava possuir na mente algo em que se agarrar, algo que lhe pertencesse definitiva e eternamente, mas não se encontrou nem mesmo nas derrotas, nos arrependimentos, nas dores, nas culpas antecedentes. Desencontrara-se, e tateava mesmo a carne viva na esperança de que mesmo o ardor o trouxesse de volta a si . Não se encontrou, e daquele momento em diante soube que nada mais do que ele fora seria o que ele era. Apertou-se ao coração num ímpeto vindo não sei de onde, talvez na ânsia de encontrar-se ao menos no real, no palpável, e sentiu-se tremular, suar, palpitar.&lt;br /&gt;Bip. 224. Receosa e delicadamente, chacoalharam-lhe o ombro e ele levantara-se, enfim; o olhar de repente negro, a testa de repente explosiva, a tropeçar nas próprias pernas finas. Jogou-se na cadeira e não forjou conforto, apenas concentrou-se para ditar à atendente seu nome e endereço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2670065734239713816?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2670065734239713816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2670065734239713816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2670065734239713816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2670065734239713816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/10/sobre-o-inquilino-do-tempo-de-si.html' title='Sobre o inquilino do tempo (de si).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-476832094875952147</id><published>2008-09-30T21:18:00.006-03:00</published><updated>2008-10-01T17:32:28.344-03:00</updated><title type='text'>Antes de ontem.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Foi assim, um disparo no ar e um estouro dentro de mim. Foram deixadas no ar as palavras, pronunciadas numa voz memorável e ácida, o necessário para que a tristeza abarcasse em mim sem cerimônia. De tão súbito que foi, pareceu-me que mesmo antes da consciência ouvir, o olho já se avermelhava, a garganta já fechava, já doía, já esmagava, e os joelhos pendiam ainda em meio ao pronunciar do período e tombaram, num estrondo, ao chão. Tremendo, tremendo, tremendo fora o baque, e com dois ou três segundos o pranto já me mascarava a face, sem esconder o rosto vermelho, esticado, que escancarava o ardor numa expressão tão absurda que quase se assemelhava ao riso, impressão instantânea e amadora, porém, da representação da mente que multiplicava um caos que me embriagava e quase me ensurdecia com exponenciais pensamentos e vozes que reboavam na testa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=" "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E, não obstante, se há mesmo o silêncio absoluto, fora o de alguns instantes atrás... O corpo todo se paralisara atentando-se às sentenças subseqüentes e o coração batera intensamente em meio à ânsia e ao nervosismo, tirando-me de mim. Não havia dor, ardor, desejo, ânsia, dúvida, apreensão, lágrima, e muito menos pensamento. Nada pensava em nada dentro de mim. Não havia o pensar, simplesmente, era a fração de momento em que eu me desconfigurava de mim completamente, fazendo reinar o absoluto silêncio. E de repente a palavra em meio ao silêncio, abruptamente trazendo a minha consciência de lugar nenhum a algum lugar que não eu. O descompasso, a fuga, a ausência, o desencontro. E a tristeza, ali, na brisa, no asfalto, no céu, na nuvem, sempre, ali... Aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-476832094875952147?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/476832094875952147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=476832094875952147' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/476832094875952147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/476832094875952147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/ontem.html' title='Antes de ontem.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-978895180079126168</id><published>2008-09-27T22:36:00.007-03:00</published><updated>2008-09-28T21:18:32.166-03:00</updated><title type='text'>Da volta.</title><content type='html'>Não meço a pressa,&lt;div&gt;Que muito depois ou logo agora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que nem vou me reconhecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa vir, ao acaso, uma maré qualquer&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recolher o eco do estardalhaço da alma,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E trazer os cacos todos de volta a mim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando eu me recolher no silêncio da lembrança,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo se uno o que fui, e me aprumo ao me entender.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É que convém, agora, deixar espairecer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apocopar-me num lapso de memória,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até o tumulto em mim desvanecer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa o rebôo soar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o refugo sobra ao lado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a tormenta se acalma,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu resolver em mim resplender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-978895180079126168?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/978895180079126168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=978895180079126168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/978895180079126168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/978895180079126168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/da-volta.html' title='Da volta.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-742618620258774235</id><published>2008-09-27T22:28:00.004-03:00</published><updated>2008-10-05T17:53:44.697-03:00</updated><title type='text'>Trôpego desamparo.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Desisto de delinear-me&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E entrego-me à terna indefinição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desse infinito em que me jogam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdido entre o zero e o um.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante da rispidez do veredicto,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aceito a imprecisão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque logo se adere a mim a dúvida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para preencher a minha oca imensidão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-742618620258774235?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/742618620258774235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=742618620258774235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/742618620258774235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/742618620258774235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/trpego-desamparo.html' title='Trôpego desamparo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8310360368879621434</id><published>2008-09-27T22:22:00.006-03:00</published><updated>2008-09-27T22:30:01.548-03:00</updated><title type='text'>Mudo desamparo.</title><content type='html'>Ousemos o silêncio, pois;&lt;div&gt;Que a palavra nada vale&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para ocupar o ininteligível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8310360368879621434?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8310360368879621434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8310360368879621434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8310360368879621434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8310360368879621434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/mudo-desamparo.html' title='Mudo desamparo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7661191015163860245</id><published>2008-09-27T20:24:00.003-03:00</published><updated>2008-09-27T20:30:47.103-03:00</updated><title type='text'>Liberto involuntário.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Cuido logo de uma vez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que se calem as condolências,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sussurradas sobre mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O grito rouco é a liberdade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A se rebater, esmorecer entre os muros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que com ternura me apresenta a mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os meus olhos cegos tateiam em vão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem digerir o que disse o ruído estridente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que me despiu e me deixou agora assim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nublado e sozinho em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7661191015163860245?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7661191015163860245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7661191015163860245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7661191015163860245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7661191015163860245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/liberto-involuntrio.html' title='Liberto involuntário.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-23020182070860247</id><published>2008-09-17T22:33:00.003-03:00</published><updated>2008-09-24T22:11:14.249-03:00</updated><title type='text'>Aguardo, e me guardo.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Deixa eu expor assim, sem medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o tempo já me avisou demais,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já virou casual ter que prever&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E desistir de ir, de me abrir, só por saber&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que nada disso é de se importar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, vá ver, quem importa, ainda assim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba ao menos imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(E me privo, e me esqueço, e me perco).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-23020182070860247?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/23020182070860247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=23020182070860247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/23020182070860247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/23020182070860247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/09/aguardo-e-me-guardo.html' title='Aguardo, e me guardo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-3450765886074564010</id><published>2008-08-26T20:34:00.007-03:00</published><updated>2008-08-26T22:39:54.876-03:00</updated><title type='text'>Não agüento o peso da voz.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase sempre o que de mim foge é também o que nunca pertenceu a mim. É sempre uma aparição muito mais rápida que um disparo, e eu tremulo demais em ansiedade para que possa ser capaz de agarrar aquilo que eu não entendo e trazê-lo para perto de mim a possibilitar a observação, a análise, a sensação de poder. É isso, essa fuga, essa demora, esse vazio.&lt;br /&gt;No rádio, na televisão, na sala, na mente. É tanta a convicção, é tão pouca a base. Ouço um tanto de proposições falsas se rebaterem e estourarem no meu pavilhão auditivo, mas volto a casa e me silencio diante de mim, e é só esperar que o amanhecer logo me encontra e me retira do retiro. Fujo e sei. Sei o quão dialético é o meu discurso, que quase cria afinidade com os disparates e as hipocrisias me rodeiam quando me tiro de mim e me atiro ao mundo, mas nem por isso aprendi a me disciplinar, a tomar as rédeas e as dimensões do que sei, do que penso, do que sinto, do que sou. Critico e já não me preocupo nem mesmo em esconder-me de mim, ou deles - dentro de mim. Alterno-me em um universo e outro e dou brecha para que ambos percebam a minha mediocridade, e não me mantenho em um permanentemente porque me custa suportar a pressão da crítica, do suborno, da maioria, da verdade, da realidade, da controvérsia, da dicotomia que eu expando ao me afastar de todos a construir uma verdade que só se soluciona e se desvenda pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência. Quase me dói pronunciar o nome daquilo que me falta. De que me vale saber me portar em silêncio se um universo se expande e explode continuamente dentro de mim? De que me vale ter a mesa cheia à minha frente se nada suscita a fome? De que vale o sol bater no meu rosto o dia todo, se não sei conter a lágrima que escorre a fazer a oleosidade brilhar outra vez? E às vezes eu só percebo a minha descrença quando já nem mesmo quero pôr-me de pé e sair por aí pra te ver outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-3450765886074564010?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/3450765886074564010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=3450765886074564010' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3450765886074564010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3450765886074564010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/no-agento-o-peso-da-voz.html' title='Não agüento o peso da voz.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7429994667449502894</id><published>2008-08-24T02:20:00.006-03:00</published><updated>2008-09-27T20:28:58.311-03:00</updated><title type='text'>Da ausência de mim.</title><content type='html'>Intrínseco ao âmago fica o vazio,&lt;br /&gt;E cada toque teu exponencia um eco&lt;br /&gt;Cada vez mais sem pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num espasmo o calafrio revira a dor&lt;br /&gt;E revolta um pranto carente de lágrima.&lt;br /&gt;O corpo ainda tremula em fraqueza,&lt;br /&gt;O que resta para fazer toda a alma bradar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre o que eu sei&lt;br /&gt;É o mesmo que tu sentes;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não fosse a rigidez da derme na margem,&lt;br /&gt;Curvar-me-ia e estenderia a mão,&lt;br /&gt;Para ser tão mais fácil alcançar-me um aventureiro&lt;br /&gt;Que me penetrasse, que me invadisse,&lt;br /&gt;E que me enchesse então.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7429994667449502894?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7429994667449502894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7429994667449502894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7429994667449502894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7429994667449502894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/da-ausncia-de-mim.html' title='Da ausência de mim.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5796568629679120155</id><published>2008-08-24T02:12:00.007-03:00</published><updated>2008-09-27T20:29:14.370-03:00</updated><title type='text'>Prótese.</title><content type='html'>Num relapso, a insipidez da minha voz se estralhaça&lt;br /&gt;Quando esbarra em uma quimera qualquer.&lt;br /&gt;Deixo o devaneio me levar e evidenciar o desperdício,&lt;br /&gt;O vento carrega os dias, as dores, os acasos.&lt;br /&gt;Os acasos que em mim não me detêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispo-me toda em busca da alegria,&lt;br /&gt;Busco em você quiçá um sim, um não, um abraço, um afago,&lt;br /&gt;Que fosse até um estrago, um desgaste, um disparo,&lt;br /&gt;Mas algo que me afaste desse meu descaso;&lt;br /&gt;Todavia, no lugar do coração, o silício.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5796568629679120155?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5796568629679120155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5796568629679120155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5796568629679120155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5796568629679120155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/prtese.html' title='Prótese.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8426565290385070352</id><published>2008-08-19T21:06:00.020-03:00</published><updated>2008-09-27T20:29:27.877-03:00</updated><title type='text'>Do esquecimento.</title><content type='html'>Fosse talvez menor o meu desacerto,&lt;br /&gt;Pudesse valer de algo qualquer revolta&lt;br /&gt;E não a confusão que faço com tudo que sou,&lt;br /&gt;Com tudo que quero, projeto, esmero, almejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquanto tudo meu é tão contrário a qualquer serenidade,&lt;br /&gt;Abarca-me esse meu desejo pela paz de quem nada vê,&lt;br /&gt;Essa que parece tão melhor que meus descansos imprudentes,&lt;br /&gt;Que as minhas roucas indagações inconseqüentes,&lt;br /&gt;Ou que o acaso trazer o silêncio para nada me responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquanto não saiba por que me reservou o acaso tal descaso&lt;br /&gt;Se eu já nem tenho forças para culpar outrém,&lt;br /&gt;Eu desisto do aplauso porque me abrigo na ausência,&lt;br /&gt;Desdenho do tempo porque desentendi o espaço,&lt;br /&gt;Abstenho do afago porque gosto do sereno,&lt;br /&gt;E contenho-me com o silêncio se já nada me convém.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8426565290385070352?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8426565290385070352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8426565290385070352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8426565290385070352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8426565290385070352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/do-esquecimento.html' title='Do esquecimento.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4548066734372134417</id><published>2008-08-18T22:16:00.007-03:00</published><updated>2008-09-27T20:29:44.458-03:00</updated><title type='text'>reckless glance.</title><content type='html'>they don't feel my absence as it produces no additional silence&lt;br /&gt;let me photograph the absurd in their voices,&lt;br /&gt;but let me disappear before and after the click.&lt;br /&gt;my lungs spread my loneliness in a slow low sigh,&lt;br /&gt;headphones get the chaos quiet&lt;br /&gt;as in my head i feel rounding thoughts crying&lt;br /&gt;every word i can't speak clearly and loud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;there's a glimpse that swallows me&lt;br /&gt;and gets me into my bottomless inquiries,&lt;br /&gt;but by my reckoning i still cannot understand&lt;br /&gt;why my eyes can only see what remains inside me.&lt;br /&gt;i close them and they still sting to make me realize&lt;br /&gt;that there's a messed up message coexisting with this bitterness inside&lt;br /&gt;chasing me to my soul, waiting for me to drown in and decipher myself deep and dry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and i am all to blame for.&lt;br /&gt;for pain, for denial, for this, for me.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4548066734372134417?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4548066734372134417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4548066734372134417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4548066734372134417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4548066734372134417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/reckless-glance.html' title='reckless glance.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4249507269022270341</id><published>2008-08-10T18:41:00.004-03:00</published><updated>2008-08-10T19:07:50.742-03:00</updated><title type='text'>Quando tudo for anafórico.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdi o conceito do vício. Deste vício. Daquele vício. Do meu vício. Que se perdeu em mim e se misturou à minha necessidade, ao meu delírio, ao meu devaneio, à minha desilusão. O léxico permanece o mesmo e a compreensão não se altera, ainda que a lucidez se esvaia enquanto penso sobre pensar. Já não perco só a hora como perco também o que sei. confundo-me e entrelaço os vazios com a ausência de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não organizo mais os atos. Não organizo mais os fatos.  E os pactos, e os tratos, todos individuais, pessoais, secretos, abstratos, e sem a minha obediência? Não há conseqüências para a minha inconseqüência porque vivo em uma linear falta de causas, motivos, razões.&lt;br /&gt;Já não sei como enfrento o trauma, se até a dor dos outros também desperta o pranto. Não sei se desisto em meio a tanta falta, ou se permaneço a renunciar a fantasias.&lt;br /&gt;A frase bonita não vem, o deus não vem, o tempo não vem, as respostas não vêm, o fim não vem. E a minha aflição permanece porque nada vem para negar a minha incapacidade. A inconstância do meu âmago contrasta com a constância dos meus dias e eu pressuponho que lá fora tudo esteja muito melhor, embora eu não saiba me misturar com quem não compreende tais mazelas, com quem nunca experimentou dessas tais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gdumfsrCANI/SJ9g2-FT4cI/AAAAAAAAAIg/saHkxBsIroQ/s1600-h/life+X+time.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gdumfsrCANI/SJ9g2-FT4cI/AAAAAAAAAIg/saHkxBsIroQ/s400/life+X+time.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233007789522280898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(life x time).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4249507269022270341?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4249507269022270341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4249507269022270341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4249507269022270341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4249507269022270341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/quando-tudo-for-anafrico.html' title='Quando tudo for anafórico.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gdumfsrCANI/SJ9g2-FT4cI/AAAAAAAAAIg/saHkxBsIroQ/s72-c/life+X+time.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6417891138015095004</id><published>2008-08-05T18:52:00.002-03:00</published><updated>2008-08-05T18:53:06.485-03:00</updated><title type='text'>E eles (vocês),</title><content type='html'>que pensam que pensam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6417891138015095004?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6417891138015095004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6417891138015095004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6417891138015095004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6417891138015095004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/e-eles-vocs.html' title='E eles (vocês),'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-3321444643019368812</id><published>2008-08-04T20:05:00.008-03:00</published><updated>2008-08-10T18:55:38.831-03:00</updated><title type='text'>Faltaram algemas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo e, para isso, desprezo a literatura. Fujo dela; contudo, alimento-me dela (enquanto de outros autores) quando o ambiente e o âmago me afogam em uma realidade gélida. Escrevo porque sinto a necessidade de me apossar de sentimentos e proposições que são minhas. Escrevo porque me liberto, porque me encontro, porque sinto pulsar a se aproximar e se afastar um alguém que desprezo e que me orgulha simultaneamente enquanto encaro-me na poça d'água. Transito entre uma porção de contextos e me encontro neles ao me perder de mim. Renuncio à fantasia e retorno, esqueço-me desses tantos contextos, alojamentos, recintos, e encontro-me comigo novamente. Contudo, antes de voltar à lucidez, atinjo um êxtase passageiro, e a alegria instantânea transborda, tira-me de mim. Faço o que não devo, sigo quem não devo, e por isso escrevo. Porque sei que me perco. Volto a mim, então. Uma certa serenidade volta, intensifica a ânsia que não deixa de me abandonar. Busco aquele êxtase ao transcrever-me, mas na minha mente as palavras correm sem trégua, afastam-se, conquanto no papel a minha grafia se contorce e transparece a dor dos dedos lentos. Vêm também à minha mente a imagem de possíveis leitores. Penso no colega de sala, no amigo, no professor, no escritor, no morto, no pai, no amante, no amado, no amanhã, em mim. E noto que me divido em incontáveis segmentos das personalidades que imagino que tenham criado para mim, com o auxílio do meu comportamento mutável.&lt;br /&gt;Confundo-me com a literatura quando me utilizo de voluptuosas e tendenciosas palavras para esclarecer os meus relatos e desabafos da alma, mas ainda assim atinjo aquele êxtase quando alcanço esse objetivo com eficiência. Meu corpo vibra de alegria e no meu caminhar o meu corpo quase saltita, as pernas se cruzam inconscientemente conduzindo os pés a pontilhar pegadas em linha reta no asfalto áspero. O asfalto assiste a mim todo dia, presencia o meu sorriso, e vez por outra sente o sol secar a lágrima que deixo escapulir para se espatifar na pedra. Tenho vergonha de tudo o que ele sabe de mim, enrubeço.&lt;br /&gt;É paulatino o processo em que aprendo a não negar parte minha alguma. Em que a melancolia e o sorriso aprender a coexistir em mim mutuamente, enquanto as alterno segundo a minha necessidade. Em que aprendo a aceitar o desvario, o delírio, o sirroso, a amargura, o erro, a euforia, o amor, o pecado, o desejo e o desespero como frações de um único ser. Cubro no fim o meu corpo com o pijama, sobra apenas o regaço a mostra, escancarando a minha palidez. E sinto-me livre e leve, sem deixar de sentir-me vulnerável. Sinto-me frágil e decerto vazia. O adjetivo no feminino quase me fere, porque transpareço ainda mais a subjetividade deste devaneio. Com ele, sinto-me nua (firo-me, constranjo-me e contorço-me novamente agora) e exposta porque desconheço meu destinatário. E, ainda assim, escrevo. Porque sinto que me desprendo de mim. Ao vazio, talvez. Mas me desprendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(muse - new born.mp3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-3321444643019368812?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/3321444643019368812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=3321444643019368812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3321444643019368812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3321444643019368812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/08/faltaram-algemas.html' title='Faltaram algemas.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2308683375221446826</id><published>2008-07-28T19:51:00.001-03:00</published><updated>2008-07-28T19:53:20.878-03:00</updated><title type='text'>Height is the one for me,</title><content type='html'>it gives me all I need,&lt;br /&gt;and helps me co-exist with the chill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;matthew bellamy.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2308683375221446826?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2308683375221446826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2308683375221446826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2308683375221446826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2308683375221446826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/height-is-one-for-me.html' title='Height is the one for me,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4687906047545906455</id><published>2008-07-22T19:39:00.004-03:00</published><updated>2008-07-22T19:50:43.803-03:00</updated><title type='text'>No destino do nômade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despertei do colchão duro com músculos antes desconhecidos agora doloridos e torcidos. O corpo todo possuído de um ardor pesado, e qualquer sutil movimento provocando a sensação de que o cérebro se soltara no crânio a chocar-se nas paredes da cabeça soltando descargas elétricas de dor. Fui obrigada a fechar os olhos e tentar adormecer novamente, mas veio logo à minha mente a sua memória para manter-me desperta a sentir o gosto de alumínio nos lábios secos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(travelling times:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;damien rice - o;&lt;br /&gt;david gray - white ladder;&lt;br /&gt;owen - at home with owen;&lt;br /&gt;maritime - we, the vehicles;&lt;br /&gt;this will destroy you - young mountains;&lt;br /&gt;rufus wainwright; chico buarque; aereogramme - barriers.mp3).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4687906047545906455?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4687906047545906455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4687906047545906455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4687906047545906455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4687906047545906455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/no-destino-do-nmade.html' title='No destino do nômade.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8791658762778822843</id><published>2008-07-21T14:14:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T20:22:58.394-03:00</updated><title type='text'>Se aos desesperados o nada tivesse sentido e apontasse direção.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[Sem título - Parte Um]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela porta entreaberta logo se o via debruçado do balcão, solitário no bar a meia luz. O rosto seco e pálido, os dedos contornavam o copo vazio e o olhar se perdia no azul-marinho do degradê do céu que não tardaria a se escurecer por completo. O tráfego ao lado trazia-lhe respingos de aflição, em meio minuto logo vinham as buzinas dos caminhoneiros que percebiam o carro escarlate estacionado em uma diagonal desorientada na faixa oposta ao acostamento. Ele ansiava pelo estardalhaço que poria o veículo todo em cacos, mas nas horas em que ali esteve o ruído não veio. O papel ao lado refletia-se nos dois espelhos da pilastra e os reflexos entretiam o motorista entediado que entrara a dez minutos e se sentara no canto oposto, posto a observar o caimento da luz da lâmpada que piscava esporadicamente pedindo ser substituída. No vidro escurecido parecia já ser quase noite completa, mas o estabelecimento ainda estava vazio. Ele levantou o tronco lentamente, o rosto desgrudou-se do balcão engordurado dando-lhe uma aparência que despertava asco, pavor e compaixão. Recolheu seus papéis que segredavam seus desvarios e saiu calado. Recostou o corpo na parede de madeira alguns instantes antes de retomar o caminho, permaneceu momentos a observar o vento esbarrando no mato seco e embriagado de sede da chuva, até que murmurou qualquer grito abafado e sufocado de mágoa, saltou dentro do carro e pisou a embreagem. A viagem o cansara em um caminho que não apresentava fim ou destino parcial, as pálpebras pendiam e as pernas fracas mal pressionavam o acelerador. Abarcou-o uma vontade de atirar sua alma à carga de qualquer caminhão que o ultrapassasse, mas invadiu-o um receio do retorno da dor que sempre o apreendia na desordem do vazio de si, e contentou-se com a náusea das curvas do caminho e com a miopia que o guiava a um horizonte difuso e incerto. Tirou os olhos do volante e, cabisbaixo, apoiou-se na janela escancarada e enxergou o penhasco, mas não soube se despencou ou se seguiu a guiar o branco automóvel.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8791658762778822843?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8791658762778822843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8791658762778822843' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8791658762778822843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8791658762778822843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/se-aos-desesperados-o-nada-tivesse.html' title='Se aos desesperados o nada tivesse sentido e apontasse direção.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1041592024760603877</id><published>2008-07-21T14:13:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T20:23:36.930-03:00</updated><title type='text'>A primeira metade do tombo.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;[Sem título - Parte Dois]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Torturei minha retina logo cedo ao pairar o olhar no amarelo intenso da lamparina que se encarregava em apresentar a mim o caos do comôdo que me abrigava. Permanecera acesa a noite inteira por descuido, e parecia quase prestes a dilatar do quão quente estava. Acordava de um sono profundo, mas o que me pesou ao levantar foi uma sensação esquecida. Entristeci-me e logo tornei gris tudo o que era tocado pelo meu olhar raso que buscava no azul do café uma reposta que não tardou a abarcar-me para perseguir-me o dia todo. Atinge-me uma nostalgia e de repente um turbilhão de memórias e fotografias descascadas roubam-me o pensamento e derrubam-me da cadeira bamba. Não me reconheço, mesmo que vibre na minha testa uma voz seca que me diz entre pigarreios o contrário. É como se o tempo repreendesse-me em represália à fome e à ansiedade do meu coração fraco que age sem antes comunicar a mente e guia-me ao caminho que lhe convém. E eu nunca me sinto confiável o suficiente para desobedecer os seus comandos. Assumo os erros subseqüentes como de minha posse, não obstante recuso-me a encará-lo como parte do que sou, porquanto de imediato envergonho-me e repugno-me intrinsecamente de mim e sinto-me impotente frente à tarefa de abandonar-me. Somente nas reflexões mais sinceras eu pondero e considero que os erros fazem parte de mim tanto quanto meus defeitos, mas não agüento conviver enroscado com a verdade por tempo em demasia, pois logo desgasto-me e prefiro voltar à ignorância; e isso, que é igualmente vexaminoso, não deixa de também render-me momentos de um desgosto que envolve o corpo todo de azedume, mas logo trato de entreter-me com o mundo vil e é menos desgastante livrar-me dessa verdade do que daquela que envolve a minha essência. Sinto-me um conjunto unitário que é um paradoxo sem complemento, visto que contradiz a si mesmo. Contorço-me na rua ao ver um rosto que me recorde daquele por trás de que eu costumava esconder-me e que agora está coberto e revestido de cicatriz e lágrima a servir-me atualmente apenas como caminho para o sangue novo passar. E como me aflige também o espelho a mostrar-me que o rosto de agora é liso, seco, pálido e ainda carrega uns traços daquele que outrora deixei para trás e que insisto em querer encarar como só mais uma máscara furtada do acaso, que desbotou, e de que eu nem preciso mais. Mas hoje me veio um desvario nublado nesse sono a lembrar-me de que eu não sei o caminho ao litoral para ter podido atirar máscaras ou memórias ao mar, e que ainda agora há uma porção de palavras, olhares e promessas que não me perfuram mais em razão da proteção me deram as máscaras que o tempo se dispôs a ceder-me para me constituir, ensinando-me um tanto de precauções que não exigem pose nem diploma.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1041592024760603877?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1041592024760603877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1041592024760603877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1041592024760603877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1041592024760603877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/primeira-metade-do-tombo.html' title='A primeira metade do tombo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4955610715515408483</id><published>2008-07-21T14:12:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T20:24:06.881-03:00</updated><title type='text'>A segunda metade do tombo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[Sem título - Parte Três]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz frio, e eu sinto o meu âmago se contrair juntamente ao meu tórax. Congela-se o fluxo nas veias a empalidecer o corpo trêmulo, e no peito permanece uma dor sólida a ressaltar o coração que incha ainda pulsando, contudo sem bombear sangue algum, palpitando e rebatendo-se apenas em prol de queixar-se da fuga repentina do calor que antes me protegia dessa ventania gélida sem exigir recompensa alguma. Cada mudança de rumo do vento já é suficiente para que se abracem as minhas pálpebras numa preparação para que num instante clamem o desespero que me banha o corpo todo de lágrima.&lt;br /&gt;É a tua ausência rompendo com o sereno do silêncio que me rodeia a gargalhar mudo do meu dsejo tolo de que tu venhas, de que tu o quebres e o atravesses, para poderes então encará-lo desfalecido diante de mim e de ti, quando será perceptível o grito de alívio que soltam os nossos corações em sincronia, liberando ao ar aquela ânsia que antes fazia-nos perecer afastados.&lt;br /&gt;Mas ainda agora eu percebo sem muito esforço que a tua ausência contagia a imensidão absurda que é aquilo que percebo, noto, reparo; porquanto transforma tudo em outras ausências. O silêncio na ausência do ruído, o desespero na fuga da calma, o frio na falta do calor, a palidez na ausência do sangue, e num repente vejo todas as ausências a se fundirem e gritarem ao meu ouvido fraco que tu estás longe, ainda.&lt;br /&gt;E na ausência de cor eu ainda confundo com pichação no muro o sorriso que tu havias dito que desenharias em todas as paredes da minha imaginação para que permanecesses sempre perto de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4955610715515408483?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4955610715515408483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4955610715515408483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4955610715515408483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4955610715515408483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/segunda-metade-do-tombo_21.html' title='A segunda metade do tombo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2780944571317746904</id><published>2008-07-08T22:28:00.003-03:00</published><updated>2008-07-13T19:18:24.607-03:00</updated><title type='text'>Cotidiano, carência, (de) meio-termo.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Apertara por dois segundos os olhos enquanto engolia o pedaço do pão, que se estraçalhava bruscamente por entre seus dentes recém-lavados. O pão descia o esôfago arranhando-o durante todo o trajeto, e o corpo todo contorcia, os pêlos arrepiados e os olhos tensos mais apertados do que nunca. Posto o fim à dor, lentamente a pálpebra se levantara novamente, e em fragmentos de segundo a cozinha estava novamente nítida. O corpo se acalmava, aquele mesmo que ela evitava ao passar por quaisquer espelhos. Era imenso o desprezo que ela sentia por ele e pelo o que ele carregava. Em frente ao espelho, o sorriso era amarrado, os dentes eram cuidados e os cabelos eram soltos na tentativa de atenuar o frio da manhã. Em frente ao espelho constantemente plano, sentia-se pequena. Abaixava de imediato o rosto e segurava em uma pose rude o livro imaginário, para narrar a si mesma as suas dores há tanto acabadas e há tanto decoradas, marcadas na memória ligeira e pontiaguda. A selvageria dos seus atos escondia os pensamentos sutis que de tão freqüentes e bem costurados, faziam a pálpebra logo pender de cansaço. As palavras fictícias enfatizavam a miopia, e induziam o delírio que o cansaço lhe trazia.&lt;br /&gt;Não havia barba. Tampouco óculos escuros. Mas eram objeto de desejo da moça, que ansiava por qualquer barreira entre ela e o exterior. Em vez disso, possuía a pele pálida que transparecia ainda mais as veias, e o enrubescer provável de sua face frígida. Os olhos ardiam com as letras postiças que ecoavam no vazio do ínfimo apartamento, e já vinha o estômago a cantar uma melodia de piedade por outra parcela do pão. O pão a mantinha ali.&lt;br /&gt;Aquela repetição lhe trazia o aprimoramento, e o aprimoramento lhe trazia o sorriso. E o sorriso era por ela deduzido como um sinal do sucesso. O que fazia o desgosto de si mesma já não fazer sentido. Contudo ele não a abandonava. E os pensamentos então giravam e levavam a sua leveza para longe dali, porquanto auto-estima e desprezo não sabem como juntos se comportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(the album leaf - twenty two fourteen.mp3)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2780944571317746904?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2780944571317746904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2780944571317746904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2780944571317746904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2780944571317746904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/cotidiano-carncia-de-meio-termo.html' title='Cotidiano, carência, (de) meio-termo.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1556064235309317886</id><published>2008-07-08T16:09:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T23:33:55.813-03:00</updated><title type='text'>Eu precisava mesmo...</title><content type='html'>de uma vitória pra esfregar no rosto do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(muse - feeling good.mp3)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1556064235309317886?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1556064235309317886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1556064235309317886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1556064235309317886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1556064235309317886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/eu-precisava-mesmo.html' title='Eu precisava mesmo...'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8829004392755996738</id><published>2008-07-07T19:38:00.011-03:00</published><updated>2008-07-08T16:08:43.241-03:00</updated><title type='text'>Do cansaço.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por ser alvo de preocupação o meu ato de consternar-me em perder o vício que a paranóia se torna cíclica. Às vezes eu canso de dizer, e os meus lábios pairam, colam-se, repousam. O ar que inspiro e expiro também desgasta a pele. É quando eu decido voltar a falar. Quero gritar, lembrar que estou ali, lembrar que desprezo todo o fingimento que me rodeia, lembrar que me sinto um tanto melhor do que tudo o que me soa falso, e que me sinto tão boa quanto tudo aquilo que é verdadeiro e que eu não consigo comparar a mim por ser demasiado distinto. Nada faz sentido. Não sei se tem razão esse meu apreço à fidelidade à real personalidade, em qualquer indivíduo. Não sei de onde vem esse impulso. Não sei por quais veias transcorre, tampouco porque essa vontade me faz tão infeliz quando sinto que me conheço apenas incompletamente. Como me desagrada descobrir um rombo em mim. Mas como me anima descobrir um caminho lateral, alternativo, em que eu adquira um conhecimento gradativo daquilo que nunca passou pela minha mente cansada.&lt;br /&gt;Sinto todo sentimento em mim tornar-se lasso, e por isso saio. Abro a porta, e corro, mas num repente sinto uma corrente fria abraçar-me, condensar minhas vontades, congelar o meu sorriso. E é o suficiente para eu calar-me, outra vez.&lt;br /&gt;*** (E do delírio).&lt;br /&gt;Já há tanto tempo eu estou em silêncio. Às vezes eu ouço, apenas. E em alguma melodia eu reparo. Reparo, e percebo algum fragmento daquilo que eu queria te dizer. Eu te vejo, mas ainda não sei chamar-te. Talvez pela certeza de que você virá. Mas não somente em razão dela. Mas porque essa certeza é seguida da incerteza dos motivos que me fazem clamar-te. Recolhi fatos, conselhos, pactos, tudo isso enquanto andei por aí. Enquanto vaguei, enquanto gritei, enquanto afaguei, enquanto amei, enquanto caí, enquanto ardi, enquanto ouvi, enquanto calei. Mas só aprendi quando voltei a mim. Foi só então que compreendi tudo o que absorvi enquanto vagava por aí. É fato que preciso de qualquer ruído, mas não posso exigir-te que tu tampes esse meu silêncio apenas com a tua voz. Porque sei que falar cansa. E sei que falar ao desinteressado não só cansa como também dói. Não crie afeto pelo desinteressado. Porque quanto a ouvir... Tenho medo de que lá, muito em frente, eu adormeça. Não posso fazer-te prometer algo que eu não sei cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(damien rice - i remember.mp3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8829004392755996738?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8829004392755996738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8829004392755996738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8829004392755996738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8829004392755996738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/do-cansao.html' title='Do cansaço.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1402183831726133894</id><published>2008-07-01T20:04:00.009-03:00</published><updated>2008-07-07T20:35:58.251-03:00</updated><title type='text'>Na infindável fila de espera, um paciente só.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente eu encontro-me em uma paradoxal existência contratual. Quando foi que me autorizei a cambiar de ingenuidade? Quando foi que pulei da ingenuidade infantil até essa viciosa e imediatista em que me encontro? Formulei, em segredo com a minha inconsciência e à contragosto da razão, um pacto com o meu orgulho. Levo os dias permanentemente nublados na palma da mão, escondo-os do meu campo de visão e espremo-os para que eles não ocupem demasiado espaço. Levo o tempo nas costas, e ele não tarda a pesar. Basta um sopro, um tropeço. E eu cedo, pereço, e os dias gris que carrego esmagados na minha mão escapolem, e se expõem ao meu olhar aflito... Apresenta-se a mim o caos. A revelação se dá sempre de maneira instantânea, abrupta, e queima o meu sorriso frágil, comprime as minhas alegrias tímidas, encurrala as minhas esperanças e me arranca os afetos. Tudo de mim foge.&lt;br /&gt;É dessa maneira que eu vejo o meu permanente adiar do viver. Sei que existo. Mas não sei se vivo. E não sei em que momento eu saberei desvencilhar-me desse constante adiamento que há muito a mim eu mesmo armei. Adiar-me visando o imediato foge a qualquer sensatez, corre ao conforto, deixando intocáveis a me corromper o desgaste, o estrago. Tolerar-me-ei até quando...?&lt;br /&gt;Passo tanto tempo a devanear, a sonhar, a recitar, a inventar, a imaginar, que até a minha memória se abala. Já não sei distinguir o que vivi do que eu quis viver. Já não sei dizer a razão dessa dor que me assola, e desconfio de que ela seja inexistente. Já não sei distinguir as vozes dos ecos, e não sei qual deles é o que me abala, que me ensurdece, que me entorpece. Embriaguei-me do silêncio, e muitas vozes eu recrio saltar da minha náusea. Não sei distinguir a cólera da fome, e ambas parecem vir da pálida testa. Tudo lateja, mas mantenho o meu olhar atento aos arranha-céus impassíveis, teimando em esporadicamente baixar o olhar até mim mesmo. Todas as tangentes da minha circunferência apontam ao mesmo vazio. E é por isso que me desinteresso e por qualquer caminho eu sigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(radiohead - (nice dream).mp3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1402183831726133894?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1402183831726133894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1402183831726133894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1402183831726133894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1402183831726133894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/tolerar-me-ei-at.html' title='Na infindável fila de espera, um paciente só.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7396081218621855273</id><published>2008-07-01T19:39:00.000-03:00</published><updated>2008-07-01T19:40:07.749-03:00</updated><title type='text'>Passas sem ver teu vigia,</title><content type='html'>catando a poesia que entornas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;C. Buarque.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7396081218621855273?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7396081218621855273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7396081218621855273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7396081218621855273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7396081218621855273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/07/passas-sem-ver-teu-vigia.html' title='Passas sem ver teu vigia,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5562783843415959321</id><published>2008-06-30T19:28:00.006-03:00</published><updated>2008-07-07T20:47:02.445-03:00</updated><title type='text'>Medo do escuro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A calada da noite me encarava, sem piedade. Eu despertara subitamente, num pulo, o coração a bater ligeiro, o corpo trêmulo, a suar. A memória fragmentada, a consciência abalada, e o ruído das janelas se chocando na parede, o estrondo causado pelo invisível vento frio, desconcentrando-me ainda mais. Encontrara-me comigo mesma, sentia. Com quem eu era há algum tempo atrás. Dois anos, seis meses, não sei. Então era aquilo o desespero, o medo, a ausência de qualquer um que pudesse me afastar de mim. Não fora um sonho concreto, um encontro, um reencontro. Fora algo muito menos dinâmico, muito mais abstrato, muito menos cognoscível, muito mais sensível. E aquela memória a arranhar-me a pele, a arrancar-me a calma, a roubar-me o silêncio, a trazer-me a culpa, a repulsa, uma pontada de dor amarga e sincera quando, naquela sensação, eu me reconheci.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E deixei abarcar-me o desgosto, o desprezo, e uma vontade em me largar para trás, em apagar tudo o que viera antes daquele despertar. Demorei a adormecer novamente, qualquer sutil estalo do lado de fora me trazia de volta do sonho que quase me engolia, mas logo que de manhã o despertador me trouxera ao quarto... Enxerguei tudo e não houve tempo para que eu sentisse aquela vergonha de mim e do que eu já fora, outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(godspeed you! black emperor - east hastings.mp3&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5562783843415959321?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5562783843415959321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5562783843415959321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5562783843415959321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5562783843415959321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/medo-do-escuro.html' title='Medo do escuro.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-913204766682136890</id><published>2008-06-27T20:07:00.011-03:00</published><updated>2008-07-07T21:54:03.003-03:00</updated><title type='text'>Report as spam.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma linha tênue entre o que sou e o que quero ser. Raramente sei distinguir essa linha, e raramente sei em que local me posto. Vez ou outra, esses conflituosos universos se fundem e me trazem um êxtase de satisfação, que vem acompanhado de breves momentos de lucidez acerca do meu próprio caos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preocupa-me ser perceptível esse meu particular imbróglio que se multiplica enquanto eu descubro cada vez mais acerca de mim, das minhas características, dos meus limites, dos meus defeitos, daquilo que permanece sempre inerente à minha vontade, daquilo que permanece inato à minha consciência, à minha existência.&lt;br /&gt;Mesmo antes que eu possa cruzar a linha imaginária que se traça a separar-me do mundo, já se condensa em mim uma nostálgica sensação de não pertencer, de estar à parte, que vem acompanhada de um desânimo que me pesa nas pálpebras, no pescoço, nas cordas vocais, no corpo todo... Uma sensação de que sou sempre o ímpar que sobra. Que fica de fora. Que destoa. E consome-me uma impressão de viver sempre a repetição da minha tentativa frustrada em incluir-me completamente, sempre sucedida por uma decepção comigo mesma. Contranjo-me frente a minha ineficiência, e não há para onde eu possa correr e esconder-me de mim.&lt;br /&gt;Temo que o corpo magro, pálido, curvo, que as roupas neutras, escuras, que os óculos postos, que as mãos nos bolsos... que nada disso impeça a percepção alheia dessa minha íntima confusão. E antes que eu possa me conhecer, põem-me em um ambiente qualquer com outros tão perdidos quanto eu. Mas como parecem eles se preocupar um tanto menos com o que me aflige desse tanto...!&lt;br /&gt;O tempo de convivência e a repetição dos fatos subseqüentes possibilitam-me analisar o comportamento de quem me rodeia. Um descabido desperdício de esforços falsos, elogios falsos ou sorrisos forjados para que se mantenha a estabilidade de um ambiente agradável, a consumir a  autenticidade, a humanidade. E eu sei que dentro de si a situação em muito não se difere. Forja-se uma essência pessoal para que se mantenha uma estabilidade e uma aceitação de si mesmo. Tudo se mantém sereno, enquanto se perde a cor, que se dissipa para dar lugar ao gris.&lt;br /&gt;Como se houvesse luz demais no ambiente, eu me encolho, fecho os olhos, e apenas ouço. Contorço-me, quando todas as vozes parecem ensaiar para estarem parecidas, e ainda assim cada uma delas guarda em si um esforço para sobressair-se sem fugir do tom. É tudo tão semelhante, que os passos parecem ensaiados para a marcha ariana. E eu sinto que os rejeito, inconscientemente. Sem que eu me aceite, sem que eu me sinta bem com a minha situação perante a todos, eu rejeito quem me aparece no compasso daquela marcha. Rejeito já de olhos fechados, só ao sentir o aroma, só ao perceber aquela ânsia, aquela superficialidade nos olhares... típicas de quem nem sabe quem é, ainda. Rejeito-os, coloco-os de lado, reporto-os como algo que não me interessa. E me preocupa um tanto o tanto que eu me isolo com essa minha prática inconsciente.&lt;br /&gt;Pois o fingimento em nada me agrada, e eu me recuso a pintar-me, a mascarar-me, a fantasiar-me, somente para encaixar-me harmonicamente em meio ao mundo que não necessita das minhas indagações.&lt;br /&gt;Quanto à sensação de não pertencer? Quanto à sensação de aceitar-me enquanto o que sou, mas permanecer à parte de tudo o que me rodeia? Doem. Suscitam a dúvida. Dilaceram a precisão da fala. Calam a fala. Mas não se comparam ao incômodo infinitamente maior que eu já fui capaz de experimentar... Aquela sensação de pertencer, sem aceitar-me. Sem identificar-me, sem reconhecer-me. Aquela certeza de que me falta permanentemente algo, de que o que mantenho, não somente ao meu redor, mas principalmente em meio a mim, é falso. Nada me parece intrínseco, tudo se pauta em palavras ralas e superficiais, e eu sei que sinto um incômodo, sem saber ao certo de onde é que ele vem. Sinto sempre pulsante uma repulsão a mim mesmo, e ela já não me é válida, pois se infesta por todo o meu corpo que, entorpecido, cede, e implora, e indaga, e espera por qualquer espasmo que me traga de volta à minha própria realidade.&lt;br /&gt;Sinto, de vez em quando, a minha alegria render-se, encolher-se, esconder-se. E eu aceito a derrota. Opto pela solidão, se ela for mesmo uma conseqüência do único modo de viver que me traz de volta pra mim. Apetece-me mais, por enquanto, o empate a assistir o sorriso abafado vencer o que eu sou. Espero o resultado definitivo, nessa prorrogação que parece não ter fim. E porquanto me foge o estímulo, o ânimo, a cor... E eu volto a sorrir a todos em represália do quê? Nada vence. Os meus olhos parecem sempre me guiar ao mesmo vazio. Mas não me misturo ao preto e branco; ainda prefiro o rubro do sangue puro que de mim escorre sem ter outro para se misturar, para se camuflar, para desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://colorimetria.wordpress.com/2008/06/27/report-as-spam/"&gt;http://colorimetria.wordpress.com/2008/06/27/report-as-spam/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(this will destroy you - there are some remedies worse than the disease.mp3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-913204766682136890?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/913204766682136890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=913204766682136890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/913204766682136890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/913204766682136890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rasc.html' title='Report as spam.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8193566188635165937</id><published>2008-06-21T19:00:00.006-03:00</published><updated>2008-06-21T19:15:18.076-03:00</updated><title type='text'>When life is forever before (Upside down).</title><content type='html'>&lt;p&gt;I'd ask for forgiveness if I act a little out of space,&lt;br /&gt;If I keep on rounding the same mistake with no change,&lt;br /&gt;If my scream is always hesitating on the edge of the sky.&lt;br /&gt;But what else could I probably say to justify&lt;br /&gt;The silence of all these days?&lt;br /&gt;My head now is even higher than heaven&lt;br /&gt;And there's no gravity to make me come back home&lt;br /&gt;Pull my wrists but leave no harm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In my mind there's no vocabulary&lt;br /&gt;There's no love and there's no sense&lt;br /&gt;Bring me a gray sky for me to fit my feet.&lt;br /&gt;And stay down here, let me rest just a bit.&lt;br /&gt;Would you get me out from this self-complain&lt;br /&gt;I can only feel silence circulating in my veins.&lt;br /&gt;There's a portrait left and I can see nothing remain.&lt;br /&gt;Pull my wrists and leave any harm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Find me a pen, a bottle and catch my damaged step.&lt;br /&gt;Hide me in your hug and stop my uncontrolled breath.&lt;br /&gt;To start it all over I'd give up any price&lt;br /&gt;And then I could stop my heart from turning into ice.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8193566188635165937?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8193566188635165937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8193566188635165937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8193566188635165937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8193566188635165937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/when-life-is-forever-before-upside-down.html' title='When life is forever before (Upside down).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-303702303445079566</id><published>2008-06-17T18:35:00.003-03:00</published><updated>2008-06-17T18:46:54.132-03:00</updated><title type='text'>Na verdade, o sincero é falso.</title><content type='html'>Sinto como se tudo o que eu fizesse e reconhecesse como parte dos atos do meu &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; verdadeiro fossem apenas uma tentativa de fugir do vazio do meu &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Real: adj.: que tem de fato existência palpável, concreta; que não é imaginário.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Verdadeiro: adj.: autêntico, sincero, leal; conformidade do que se diz com o que é.".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha ineficiência em ser ao menos um dos dois se apresenta a mim tanto real quanto verdadeira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-303702303445079566?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/303702303445079566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=303702303445079566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/303702303445079566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/303702303445079566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/na-verdade-o-sincero-falso.html' title='Na verdade, o sincero é falso.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8468845732946282735</id><published>2008-06-15T01:23:00.005-03:00</published><updated>2008-06-15T01:33:11.337-03:00</updated><title type='text'>Sobre a órbita.</title><content type='html'>Pois que o meu ciclo não é exatamente circular.&lt;br /&gt;Vejo-me vagando em um polígono circunscritível de uns tantos infinitos lados.&lt;br /&gt;E cada passada de vértice me dói.&lt;br /&gt;E todos eles, ainda, mantêm-me a circular.&lt;br /&gt;Às vezes anseio pela sutileza da curva, que me leva a calmamente trafegar com tudo.&lt;br /&gt;Contudo, propicia-me a estagnar, já que não tenho dor alguma para me fazer saltar,&lt;br /&gt;Correr, buscar, fugir... ou para simplesmente me impulsionar a continuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8468845732946282735?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8468845732946282735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8468845732946282735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8468845732946282735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8468845732946282735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/sobre-rbita.html' title='Sobre a órbita.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4937596662587901402</id><published>2008-06-12T21:32:00.008-03:00</published><updated>2008-06-13T23:51:38.562-03:00</updated><title type='text'>Pálido e único anseio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sinto sede. Sinto uma sede de saciar a sede, esta que há muito eu não sei mais sentir. E só.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já nem sei o que é sonho, se fantasio tudo o que faço. Já não sinto a pele, sinto a ferida. Busco qualquer trivialidade para poder senti-la intrinsecamente. Já não quero ar; quero, de uma vez só, respirar tudo o que me rodeia e expelir tudo de mim em meio à minha própria explosão. Se a minha perna cambaleia, desejo poder tropeçar, arranhar todo o corpo com as irregularidades do concreto e atravessar o asfalto, a descobrir outro caminho que não este que agora eu trafego.&lt;br /&gt;Quero calar a minha fala rouca, o meu riso frouxo, e engolir essa lágrima que não me ajuda a enxergar. Quero o novo, queria saber afogar-me no ínfimo copo d’água que me mantém de pé, e dele escapulir a nado até um oceano tão imenso que dilua todo o pranto que está condensado em mim.&lt;br /&gt;Elaboro densas justificativas para descrever aquilo que não sei a meu respeito. Aquilo que permanece submerso em incerteza. Aquilo que me mantém minha mente absorta em dúvidas que dilaceram-me. Aquilo que não se explica. Aquilo que não se conceitua. Ainda assim, tento justificar isso tudo que permanece vago nas imagens que se formam no meu pensamento. Tento. Mas não sei nada justificar quando percebo que nem mesmo sobre o que sinto eu sei. O que sinto é o nada. E o meu vazio é tanto que sinto me desconhecer. Já não confio em mim, nem mesmo para que eu me respeite. Nem mesmo para que a mim eu me confesse. Nem mesmo para que eu me sinta livre para conhecer os meus próprios segredos. Mas eu não sei nem que segredos eu tenho. E nem mesmo se segredos eu tenho.&lt;br /&gt;Quero uma reviravolta. Quero dar um grito em meio ao meu nada, mas para preenchê-lo com algo que não as dores que o impulsionam e que fazem desse berro o berro mais sincero que eu já pude furtar da minha alma.&lt;br /&gt;Nas fotografias eu vejo um corpo que não transmite o que carrego a emendar e rodear as minhas cicatrizes. E no papel o grafite que traceja meus corruptos desvarios ainda é demasiado frágil para portar tudo o que não sei dizer sobre o que eu desconheço de mim. A lágrima pelo tórax deslisa, e alivia. Mas se toca qualquer cicatriz, é para fazê-la arder. E lá vêm mais lágrimas, e mais, e mais. E permanece cíclico o meu tormento. Choro umas tantas verdades ilativas que encontro sempre incontroversas, em mim.&lt;br /&gt;Se no espelho vejo o espectro de um alguém que não consigo a mim associar, quero destroçar. Não o espelho, mas a imagem que nele se configura, apenas a verdade que dele eu consigo extrair a partir do pouco que sei de mim, a partir do que eu sei e não quero admitir em mim. No espelho vejo reflexos difusos de mim a circunscrever um olhar aflito. Vejo sorrisos desconexos e sei que eles escondem e contêm o grito. Grito esse que eu queria libertar, a abdicar da tranqüilidade, a abandonar o nada, para então inscrever-me no meu caos silencioso, a desestabilizá-lo, revirá-lo, transtorná-lo ainda mais, e por completo nele mesmo me perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora… vê que os lábios não somente estão secos como também estão mordidos de aflição? Pois desisto. Dá-me água, vá. Qualquer água… vá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4937596662587901402?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4937596662587901402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4937596662587901402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4937596662587901402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4937596662587901402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/e-o-frio.html' title='Pálido e único anseio.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6578684499624218818</id><published>2008-06-09T21:24:00.002-03:00</published><updated>2008-06-09T21:27:26.013-03:00</updated><title type='text'>Transfigura-me de mim,</title><content type='html'>Um milímetro que seja, vá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6578684499624218818?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6578684499624218818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6578684499624218818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6578684499624218818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6578684499624218818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/transfigura-me-de-mim.html' title='Transfigura-me de mim,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-9181197368407024565</id><published>2008-06-09T21:23:00.001-03:00</published><updated>2008-06-09T21:28:35.477-03:00</updated><title type='text'>Deixar estar (de lado).</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hesitei, para então convencer-me o tempo. E assim decidi-me por estender-te os meus braços e escancarar-me perante a ti. Mas de súbito o que recebi não foi a recíproca, mas uma força intensa depositada pelos teus punhos que transpiravam sem pudor, enquanto tu cuspias no meu rosto a tua saliva vorazmente, aquela mesma que antes tu imploravas para que fossem de meu desejo. Pois eis que a ingenuidade e o tempo fizeram com que eu quisesse tudo o que proviesse de ti, abri-te os meus braços, mas de repente veio a incredulidade da colisão dos teus punhos atados com o meu peito que abrigava um coração que pulsava vivo e ansioso. Pois que do choque eu nada ouvi. O corpo desfalecia, as pernas bambeavam, e quanta aflição a carregar um ciclo de pensamentos que metralhavam dúvidas e questionamentos no que eu já considerara verdade alguma vez. E o estampido da colisão que de imediato eu não ouvi ainda ecoa. Durante a vertigem dolorosa restava-me uma incompreensão que afastava-me de tudo. Mas pára. Pára! Escuta. Ainda agora ecoa... Não me responde o tempo como um estalo pode prolongar-se tanto. E foi tão demasiado o impacto que o coração já não bate mais, apenas de vez em quando, batidas abafadas e irregulares quando de algo eu atrevo-me lembrar enquanto tudo em mim continua a definhar. O corpo empalidece, lento. Os olhos que pendiam e piscavam agora se cerram. A boca que antes tremia agora se cala. O corpo pára. E empalidece... até por completo perder-se no branco vazio dos dias, no branco vazio do que sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-9181197368407024565?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/9181197368407024565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=9181197368407024565' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9181197368407024565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/9181197368407024565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/deixar-estar-de-lado.html' title='Deixar estar (de lado).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4534680321861628736</id><published>2008-06-07T15:04:00.008-03:00</published><updated>2008-06-08T15:29:13.809-03:00</updated><title type='text'>Se o sangue ainda for rubro.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Pois que entre o branco e o preto eu sinto mais afinidade com o preto, muito embora eu reconheça o quanto o branco o supera.&lt;br /&gt;As minhas palavras escassas e áridas se confundem em mim. Insisto em querer organizar-me, em querer conhecer-me, mas há já tanto tempo eu me sinto presa a uma imensidão negra que é esse silencioso vazio que sinto compor-me. Queria eu que esse vazio fosse branco. Talvez até o seja. Talvez haja algo em frente aos meus olhos interrompendo uma luz que me mostraria uma branquidão que fosse até mesmo capaz de me cegar e me atordoar tanto quanto essa escuridão. Alimento essa dúvida para não me perder no vazio que agora se apresenta obscuro. Para evitar a desistência. Talvez exista tal barreira que me esconda uma difusa imensidão branca em mim.&lt;br /&gt;Encontro-me em uma escuridão que nada me fala, que nada me mostra, que não possui nenhum rastro, nenhum vestígio de falha, nenhum feixe de luz.&lt;br /&gt;Pois que o preto é a ausência de tudo. Pois que o preto absorve tudo. A lágrima que nele penetra logo se torna negra também. O sangue rubro nele se espalha e se torna também preto. Não há fusão, não há mudança, tal negritude engole apenas as outras tantas cores que acumulo a se diferenciar uma das outras em valores infinitesimais, para em mim terminarem equiparadas apenas à nulidade do preto. Cada vez mais eu sinto a minha carência de tudo absorver os meus rancores sem expressá-los em quaisquer palavras tendenciosas ou repletas de uma audácia que eu não reconheço em mim. Sorrio com o meu olhar tímido e me calo.&lt;br /&gt;Pois que talvez o preto seja apenas um branco tímido. Talvez seja de fato o branco, que é a junção de tudo, só que sem querer mostrar-se. Não descarto a possibilidade, que é só ela que ainda me faz querer me descobrir.&lt;br /&gt;Pois que preto ou branco, não importa, o que me incomoda é o fato desse vazio incolor se instalar em mim.&lt;br /&gt;Faço que digo, mas não digo, mesmo sem deixar de me incomodar.&lt;br /&gt;Faço que vou, mas não vou, permaneço sempre apenas em rodeios a divagar. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Faço que faço, mas não faço. Calo. É tanto o que fica por dizer. É tanto o que se confunde, o que se funde, o que se interliga vorazmente. Nenhuma vontade se apazigua nessa minha passividade. Numa falsa paz, são tantos resquícios reluzentes que vem de dentro para me cegar. E no meu silêncio eu me perco, e num trêmulo relance, num grito rouco ou numa lágrima densa, eu descubro que tudo em mim é tão gris. A instabilidade de um gris errante que não transmite a monotonia do que ainda há em mim. Silencio-me, ainda assim, sem saber - e sem querer saber - o quão perto do negro tudo em mim já está...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4534680321861628736?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4534680321861628736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4534680321861628736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4534680321861628736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4534680321861628736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rubro.html' title='Se o sangue ainda for rubro.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4620203637483416028</id><published>2008-06-06T23:26:00.007-03:00</published><updated>2008-06-07T00:18:24.057-03:00</updated><title type='text'>Pausa.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu, comigo mesma, conspiro. Conspiro e formulo acusações, dúvidas, contradições. Armo-me contra mim mesma. No entanto, não sei distinguir minhas forças das minhas fraquezas, nem minhas características inatas dos defeitos que acumulo com o passar do tempo. Conspiro porque me insatisfaço. Conspiro porque não compreendo. Conspiro, simplesmente conspiro. Rodeio em volta do que me tonteia. E me tonteio ainda mais. Faço ainda mais perguntas acerca da ausência de respostas para aquilo que não me canso de me perguntar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sobra-me apenas esse vazio que já não engulo. Que consome os resquícios da fé que eu ainda depositava em mim. O crepúsculo se inicia e rapidamente se vai, e então já não há ninguém ao lado. Chegam a me incomodar as dispersas folhas secas que se arrastam na calçada de concreto. O silêncio em demasia enfatiza o tempo que demora a passar em solidão, e sem quaisquer vestígios de esperança ou de qualidade para que eu enxergue alguma razão de ser em mim, eu pereço lentamente. Já não tenho coragem pra contar quantos crepúsculos se encaixam em meio a um período de tempo que já não é mera fase ou época, mas de fato a minha existência.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4620203637483416028?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4620203637483416028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4620203637483416028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4620203637483416028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4620203637483416028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/re.html' title='Pausa.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-261943407235054716</id><published>2008-06-01T22:27:00.007-03:00</published><updated>2008-06-06T19:46:20.639-03:00</updated><title type='text'>Tentar ouvir com os olhos.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu já não agüento tamanha frustração. Esporádica ou constante...? Já não sou capaz de julgar, perco-me no tempo cronológico e no tanto que me reconstruo e me refaço. Como se eu dormisse um sono pesado, que me aprisiona no meu próprio cansaço, que vai se esvaindo conforme o passar do tempo... E de repente, antes da hora, desperto. Desperto, mas os meus olhos permanecem fechados. E no interior das minhas pálpebras eu projeto o meu dia. Levanto-me, dispo-me, visto-me. Ouço as balbúrdias da mesa do café-da-manhã, esforço-me para manter os olhos abertos com a luminosidade da cozinha. No lado de fora, a chuva. Preparo-me, preocupo-me em não me esquecer de levar a sombrinha. Repito a palavra "sombrinha" diversas vezes no âmbito de evitar o esquecimento que eu já de antemão eu prevejo. Sinto o cheiro do suéter já seco que me fora emprestado em razão da tempestade da noite anterior, visto-o e sinto o meu coração palpitar de ansiedade por não me atrasar mais uma vez, mas antes que eu possa checar o relógio de pulso, berros mil me acordam, dessa vez definitivamente. Ainda estou deitado, descubro. Salto do colchão e, em meio a uma taquicardia leve, o tempo que me resta é muito menor para que eu possa fazer tudo o que eu achei que já havia feito naquele ingênuo desvario. Desvario esse com tempo de sobra, não obstante eu sem haver deixado de abandonar aquela ansiedade tola que me afligiu tanto naquela parcela de dia imaginário, quanto no restante do dia real.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-261943407235054716?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/261943407235054716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=261943407235054716' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/261943407235054716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/261943407235054716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/tentar-ouvir-com-os-olhos.html' title='Tentar ouvir com os olhos.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4224780517580187726</id><published>2008-05-31T00:38:00.007-03:00</published><updated>2008-05-31T18:39:28.917-03:00</updated><title type='text'>Desconexos pertences.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu deixava-os ali. De lado, talvez. Não muito. Apenas o suficiente para não serem alcançáveis ao meu olhar, este sempre inconscientemente atento àquelas cores específicas que me remetiam a significados, instantes e diálogos passíveis de múltiplas interpretações à minha única mente. E era inútil tentar fingir que eu não os sentia de uma maneira distinta e pessoal. Esporadicamente eu fingia descobri-los. Fingia senti-los. Como se eles não estivessem claros o suficiente na minha imaginação insistente... Tudo uma mera enganação, pois em segundo algum eu havia deixado de saber que sentia o que me incomodava visceral e constantemente. Ainda assim, como se eles aparecessem e voltassem repentinamente, eu fingia descobri-los. Fingia senti-los.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles. Os objetos. E também as memórias que estes empreendiam em mim. Ambos já haviam se fundido em apenas um, sem me abandonar em instante algum. Estavam sempre ali. Eu quis virar o rosto, mesmo sabendo que eles estavam ali... encarando-me, esperando o retorno do meu olhar difuso. A saber, os tantos objetos foram por mim escondidos, em lugares estratégicos que eu própria escolhi, os quais eu evitava ao extremo. Em uma ligeira passagem, entretanto, a chave, a porta, a entrada não deixavam de importunar-me... de uma maneira mais sutil do que se eu as abrisse, mas ainda assim, importunavam-me. Eram incontáveis os objetos que impulsionavam as memórias dolorosas, até o meu próprio corpo chegava a me desagradar, mas a respeito deste, com o tempo acostumei-me. O meu rosto pálido refletido no espelho e as melodias carregadas de melancolia só acentuavam a minha dor, não a faziam nascer. Meu desvario se expandira de tal forma que matéria alguma escapara das minhas interligações paranóicas. Tudo fazia parte de um tormento que eu ampliei a dimensões maiores do que as minhas próprias. E pouco a pouco eu ia abrindo os tais abrigos estratégicos para livrar-me das memórias por um tempo próximo do tempo permanente, mas no instante em que o meu olhar pairava sobre o agente causador da lembrança, todo o meu corpo parecia desmoronar, tremendo, a mandíbula se rebatia e os dentes tilintavam em uma violência sem prazer, impulsionada pelo acerbo gosto das lágrimas que escorriam a enxaguar o meu rosto seco e doentio que fingia estar livre de quaisquer dores pretéritas. Essa agonia continuava até o momento em que eu apertava os olhos e tudo se estilhaçava no térreo, enfim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para andar no solo agora exige-se cautela. Muitos cacos permanecem apesar da ventania. Mas há o que não se guarde. Há o que não se fale. Há o que não se veja. E nesse infindável silêncio que me sobra, eu ainda insisto em pensar ouvir uma única voz familiar, que persiste em ecoar impiedosamente em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4224780517580187726?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4224780517580187726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4224780517580187726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4224780517580187726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4224780517580187726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/desconexos-pertences.html' title='Desconexos pertences.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2580299624627846103</id><published>2008-05-23T17:38:00.001-03:00</published><updated>2008-05-23T17:38:52.723-03:00</updated><title type='text'>(Outros) pulsantes pensares.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Não foi repentino o modo como o meu todo se silenciou. Quando dei por mim, a luz há muito já havia escapado, e as poucas vozes que me afagavam, e as muitas vozes que me afogavam... todas elas se calaram gradativamente, sem que eu soubesse perceber. Eu me afastei das preocupações, das obrigações, das ilusões; para confiar apenas em mim, com o intuito de não me reduzir a tudo o que eu digo em relances de representação em que, não obstante, tento não me corromper se ouso levantar a voz numa vaga tentativa de externar-me fielmente em palavras vazias, que apesar de sua intenção, só me afastam cada vez mais, tanto de mim quanto do mundo. No meu silêncio, o todo se confunde, e no caderno a grafia torta é somente outra tentativa de representar-me a mim sem sujeitar-me a adaptações em razão do receio de julgamentos alheios; podendo, portanto, esparramar-me na mais profunda sinceridade que a linguagem pode oferecer pelas voltas grafitadas que os dedos transformam em cuidadosos contornos letrados, ainda impossibilitados de disfarçar os tremores do meu corpo trôpego. Tento não expor a minha falta de disposição, tento omiti-la até o suportável. Contudo, a partir da quebra do meu limite, quando já não agüento o acúmulo de falácias, faltas, rótulos, extrapolo-me em um grito bruto que eu mal reconheço0, e que surpreende quem se acostumou com a serenidade que externo do meu âmago conflituoso, caótico, intenso – os três são, sim, adjuntos adnominais, características já inerentes a mim, ao meu poder de escolha, ao meu propósito, à minha satisfação. Se peço ar, não peço espaço. Se peço tempo, não peço silêncio. Peço trégua, peço lar, peço reflexão, peço compreensão. Friso o insucesso das minhas tentativas em me integrar, sem deixar de querer afogar o cansaço em me auto-renegar. Abdico da suposta liberdade de expressão para calar-me e viver em paz, privando-me dos julgamentos de quem eu ainda não acredito poder me compreender. Prefiro o silêncio a me perder no que eu própria digo para tentar externar-me compreensível. Ao tentar descrever-me, eu altero-me e corrompo-me inegavelmente, e por isso prefiro o silêncio. Retenho-me ao êxtase de poder expressar-me nessas confusas palavras, que rabisco sem o propósito de alguém ler. Minhas rasuras denunciam as minhas incertezas, e eu já não me envergonho de que sejam muitas. O tempo me traz a sensatez, e me rouba a sensibilidade. Migram sutilmente e não são comparáveis, impossibilitando-me de julgar se estão intimamente interligadas, e muito menos se o tempo é positivo ou negativo. Já são poucos os que eu admiro, o tempo me fez aprender a observar e analisar o âmago alheio com cada vez menos olhares necessários. Às vezes, de soslaio eu já noto qualquer falsidade, que instantaneamente me faz desprezar o indivíduo. É bem verdade que são inúmeros os meus equívocos, e que em várias olhadelas de relance eu julguei o que não deveria julgar. Ainda assim, eu acabo por julgar, e acabo por trancar-me em mim. Qualquer convivência eu sinto tornar-se lassa, e afogo-me em solidão sem dirigir a ninguém algum apreço ou paixão, especialmente a mim.Os sonhos que eu alimentava se fundiram às memórias do meu passado, e em qualquer momento de lucidez eu percebo o meu equívoco em detectar aquilo que transcende na minha mente os limites do real. Certas vezes, eu prefiro essa minha loucura a perceber o vazio e o desperdício que eu ainda faço de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2580299624627846103?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2580299624627846103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2580299624627846103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2580299624627846103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2580299624627846103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/outros-pulsantes-pensares.html' title='(Outros) pulsantes pensares.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4790383444528436727</id><published>2008-05-23T17:20:00.006-03:00</published><updated>2008-05-23T17:38:18.719-03:00</updated><title type='text'>Pulsantes pensares.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Reler alguns dos meus diálogos ligeiros e repletos de uma ingênua ansiedade é quase como observar o tecer de uma poesia que não esconde o quanto me aflige um coração que não teme os invencíveis desafios que me põem o tempo, a distância, a realidade, este lugar que me limita, e tudo o que não me envolve nem depende de mim.&lt;br /&gt;Digo, certas vezes, que perco a vida constantemente, dando valor àquilo que tal valor não deveria merecer. Já o disse muitas vezes, apesar do receio de que o próprio interlocutor se sinta menosprezado. Nada nas minhas palavras deseja mostrar desprezo algum, mas apenas a apreensão por não conseguir enxergar além do crepúsculo que daí a alguns minutos logo vem.&lt;br /&gt;Os meus momentos sós, que em época alguma foram escassos, provam-me de que cada sentimento meu é um paradoxo. Como se fossem colocados dois espelhos a encararem-se, meu olhar míope observa as imagens enantiomorfas de mim sobrepondo-se, anulando-se e completando-se ao se repetirem indefinida e infinitamente. Meus dizeres se contradizem involuntariamente, e na reflexão silenciosa eu os descubro como membros das infindáveis antíteses que me constituem como o que sou.&lt;br /&gt;Digo – ou muitas vezes nem digo, guardo somente para mim – que desprezo os vis, os ignóbeis, os falsamente apaixonados, os vazios, os pseudos, esses todos que me rodeiam invariavelmente; mas, no fundo, quando declaro sinceramente que sinto que estou a desperdiçar a minha vida, digo também indiretamente, e sem saber, que invejo ilimitadamente esses mesmos a quem desprezo. Desprezo-os, e assim, desprezo-me por me contradizer em contrastes tão grosseiros. Nada do que sinto deixa de ser verdade, de ser sincero, mas a ausência de explicações acerca dessa contradição me abandona impiedosamente com a minha carência de atos, com a carência de caminhos por onde avançar. Invejo a semiconsciência, ou a ausência completa de qualquer consciência. Queria não ter conhecimento do meu vazio. Queria não ter conhecimento da felicidade. Queria não saber que o que eu vivo é pouco. Invejo a quem vive sem saber, sem se preocupar, sem se comparar. Estática, eu assisto à minha vida se esvair pelos meus dedos, quando julgo que apenas pensar não é viver. Estática, eu penso que o que vivo é, ao menos, verdadeiro, quando julgo que viver sem pensar não é viver. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4790383444528436727?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4790383444528436727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4790383444528436727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4790383444528436727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4790383444528436727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/pulsantes-pensares.html' title='Pulsantes pensares.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5415796932517128103</id><published>2008-05-20T21:17:00.003-03:00</published><updated>2008-05-20T21:22:59.884-03:00</updated><title type='text'>Quando me cansa conviver comigo,</title><content type='html'>aflige-me o meu &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; se alongar tanto pelo passado quanto pelo futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5415796932517128103?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5415796932517128103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5415796932517128103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5415796932517128103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5415796932517128103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/quando-me-cansa-conviver-comigo.html' title='Quando me cansa conviver comigo,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8845634790412932402</id><published>2008-05-19T22:20:00.008-03:00</published><updated>2008-05-20T21:23:28.710-03:00</updated><title type='text'>O que me sobra além de mim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foram poucos passos, pouco tempo, pouco chão. O ponteiro dos minutos não tivera tempo nem mesmo para inverter o seu sentido. As cortinas fechadas, as portas trancadas, a poeira divagava escondida na escuridão, quando fora surpreendida pelo estampido do molho de chaves que caíra no porcelanato, escorrendo pelas minhas mãos ainda trêmulas. Contudo, ao adentrar no ínfimo apartamento, a minha impressão era de que nada mais em mim pulsava da maneira brutal como factualmente pulsava, ainda em razão dos impulsos que causavam o chacoalhar intenso do meu coração doentio. Minha mente afundava na lassidão que me transmitia aquele ambiente sórdido, e todos aqueles recentes acontecimentos pareciam abandonados em um tempo muito distante, muito mais distante do que os quase três quilômetros caminhados que me separavam do local onde tudo se dera há poucos instantes. Tudo em mim parecia ter se contraído no choque súbito que levei ao me deparar com um local que eu teria de suportar a me abrigar por um tempo indeterminado (que, a propósito, prolongou-se a me roubar a vida por muito mais dias do que um dia eu pudesse imaginar). As falas por mim ignotas eu continuava a ignorar. Passei os dedos pelos móveis cobertos de pó, enquanto um turbilhão de lágrimas vinha à tona no relembrar insistente de qualquer vil frase dita sem pudor a mim. O silêncio da sala gris se esparramava sorrateiramente a me possuir, dando margem às milhares possíveis interpretações do passado, que ainda hoje eu faço a me autotorturar. E sem desviar da certeza indubitável, a minha cólera se desprende do meu corpo e contagia todo o meu redor enquanto cogito as infindáveis possibilidades construídas com o tempo que me sobra. E este, que se arrasta me roubando a vida sem pudor, passa e eu ainda reconheço em mim uma vontade issossa por qualquer ilusão, por um respingo de inocência e ingenuidade para que eu possa afogar-me em qualquer acontecimento vil que roube o que tomam de mim essas frases que ainda agora me atormentam. O que ainda me parece incrivelmente distante não deixa de alimentar continuamente o meu sofrer.&lt;br /&gt;Reconheço em mim uma vontade insólita por preocupações, por obrigações, por qualquer compromisso para preencher o meu vazio, para me afastar de mim. Eu já não me agüento. As partes de mim que eu já conheço, eu repugno; eu engano a todos sem ser capaz de enganar a mim. Analiso, organizo, aturo o meu fingimento, observo a reação alheia, e mais do que tudo, observo meticulosamente a minha reação posterior, para depois, a sós comigo, poder divagar em estudos acerca do que faz de mim o que sou.&lt;br /&gt;Eu invejo imensuravelmente o tempo em que entre os meus reclames figurava a falta de tempo. Já não vejo o tempo com indiferença, alegria, rancor ou como mera grandeza indefinida. Apenas o receio. No tempo em que me faltava tempo, eu aprendi gradativamente a manejá-lo, aprendi a lidar com ele para que não fosse mais escasso para a realização de minhas atividades triviais. Contudo, hoje o tempo que reservo para tais atividades é um tanto ínfimo, e o restante do tempo me sobra aos montes. O tempo acumula-se em meio à minha existência vazia que desperdiço ao divagar intimamente em pensamentos que descrevem ou analisam a minha personalidade pútrida e fingida. Sobra-me o tempo que me devora em reflexões estúpidas, que me desnorteiam ao desaguar em fins que concluem que nada do que eu externo de mim é o que eu realmente queria ser; ou ainda pior, não é nada do que eu sou, mesmo sem querer.&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas vitrines eu não observo os vultuosos trajes, o meu olhar paira no vago reflexo do meu rosto pálido que mal se diferencia da parede fria que me encara lá de trás. Meus dedos deixam no vidro uma marca seca, frígida, os transeuntes que por trás de mim passam não me incomodam ao me observar curiosamente em meio a suas correrias. Enquanto me reconheço, não há mudança na expressão facial que demonstre qualquer espanto ou que desperte qualquer ânimo, permanece cíclica apenas a dúvida que guardo na memória: o que será mesmo que você via quando enxergava o mesmo rosto que eu via refletido ali...?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8845634790412932402?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8845634790412932402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8845634790412932402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8845634790412932402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8845634790412932402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/distoro.html' title='O que me sobra além de mim.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6318840885909875851</id><published>2008-05-18T16:39:00.003-03:00</published><updated>2008-05-18T16:42:12.432-03:00</updated><title type='text'>E o vazio...</title><content type='html'>MAS O QUE INFERNOS ESTOU FAZENDO COM A MINHA VIDA?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6318840885909875851?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6318840885909875851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6318840885909875851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6318840885909875851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6318840885909875851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/e-o-vazio.html' title='E o vazio...'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5319473409858504515</id><published>2008-05-15T18:21:00.014-03:00</published><updated>2008-05-21T21:29:24.540-03:00</updated><title type='text'>O que eu digo se contradiz.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O que eu sou se contrai. Entretanto, as ameaças que o próprio acaso faz a mim já não me abalam. Já lidei com tempos demasiado adversos e nem por isso sucumbi ao irreal. Descobri que a única metamorfose válida é a que provém das minhas próprias experiências. Por isso, mantenho-me inerte em meio às mutações de quem está ao meu lado. Proponho-me sutilmente para não receber de imediato uma acerba rejeição. Faz tempo que não solto o meu pranto por pouco, faz tempo que só me satisfaço por muito. Não me enxergo correta, apenas não me nego. Tento logo assumir o que de mim eu percebo, e deixo-o registrado em palavras que se mordem a disputar qual transmite a minha confissão no relato mais nítido. Agora, eu já cansei, já desisti de abdicar do que acredito real e verdadeiramente para tentar adequar-me aos ambientes hostis que me rodeiam, que me perseguem. Nego adaptações radicais, e talvez Comte me condenasse por tais declarações. Se tento esconder-me, é porque sinto que eu já não caibo em mim - ao menos enquanto eu esteja em ambientes dessa categoria. Não posso isolar-me por completo até encontrar o lugar, a hora e as companhias que se encaixem perfeitamente com o que sou, pois mesmo sem se considerar o fato de que eu não me conheço por completo para encontrar aquilo que seja perfeitamente consonante comigo, o tempo e o coração já se entrelaçaram em uma parceria para provar-me do quão humana eu sou, e das minhas necessidades sociológicas, que ardem no âmago a se equiparar às fisiológicas. O que emerge do meu caos sou eu, mas não sou eu quem emerge do meu olhar. As minhas palavras não transparecem a minha indecisão. O meu caos, certamente, transborda de mim por qualquer descuido. O meu grito é absorvido pelo travesseiro e se perde nos meus sonhos sem nexo que quase nada me revelam, e que se perdem em um inconsciente distante da minha memória. Às vezes, eu só quero alguém que por acaso agarre o travesseiro e não o jogue brutalmente contra a parede como tantas vezes eu faço.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sinto que não tenho espaço para me expandir, para parafrasear em atos o que já li, para adaptar a mente ao corpo, para me descobrir estúpida, para me comparar a algo que comigo se assemelhe. O meu sorriso é absorvido pelos olhares de todos, enquanto o meu âmago permanece absorto. Não me prendo ao que ainda me parece falso. Não consigo. A cada manhã em que eu levanto sem acordar do desânimo, maior eu descubro a minha ineficiência em incluir-me naquilo que, essencial e visceralmente, não me contém. Eu me distraio com o meu próprio mundo tentando balancear o tanto que me envolvo com o mundo real, enquanto mensuro o quanto isso é necessário à minha sobrevivência. Roubam-me o ar e a alegria essas constantes transumâncias que as minhas pernas operam em busca de um lar que me abrigue, em busca de palavras que me confortem ou, ainda, que apenas expressem alguma compreensão, que confirmem algum pensamento íntimo meu que eu nunca relevei e que, portanto, eu nunca soube se era de fato compartilhado por outrem senão os escritores que pessoalmente eu desconheço. Já não me satisfaço com este êxtase de me encontrar nos ditos e feitos de quem eu não conheço. Eu compreendo-os, e apoio-os, mas não recebo confirmação nenhuma acerca da recíproca. Perco-me em mim, já não sei no que é que me apoio, e então dentro de mim eu falto, enquanto sobram-me as palavras que eu não lembro. Palavras estas para prosear acerca da confiança que deposito em uma parte de mim, íntima e secreta, abstrata e intraduzível; e também acerca da incerteza que tenho sobre as minhas próprias palavras engasgadas, sobre o acaso, sobre a ventura, e sobre o futuro, que não deixam de ser outra parte de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5319473409858504515?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5319473409858504515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5319473409858504515' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5319473409858504515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5319473409858504515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/o-que-eu-digo-se-contradiz.html' title='O que eu digo se contradiz.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-2110862841691886120</id><published>2008-05-11T19:02:00.007-03:00</published><updated>2008-05-11T20:16:14.719-03:00</updated><title type='text'>Mais com menos: menos. Menos com menos: mais.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Quantos dígitos eu colocaria dentro de um &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;. Quantos momentos, tormentos, lamentos, eu usaria para adjetivá-lo. Quantas dúvidas, lágrimas, mágoas, eu colecionaria para acompanhá-lo. Quanto silêncio eu envolveria em mim para não me afogar nas perguntas que se sucederam sem resposta. Quantas falácias eu amordaçaria para ver destroçado o que agora eu já não quero que seja meu. Quanto tempo eu desperdiçaria para retornar tudo o que ficou fora do lugar.&lt;br /&gt;O meu idioma possui, entre inúmeras, uma palavra que para outro perfeitamente não se traduz. Uma palavra cuja significação denotativa falha, peca, falta. Só se entende sua significação após quaisquer experiências que envolvam o que ela representa; sem tais, a leitura do dicionário é inútil. Essa palavra, porém, de nada tem serventia a mim, cito-a apenas em razão de ser tão intraduzível quanto o que eu sinto. Por curiosidade, digo que esta palavra é "saudade". Nada tem a ver com o que eu sinto; sendo, entretanto, tão vaga, densa e ampla quanto. A ineficiência da linguagem me obriga a colocar o que eu sinto dentro de um &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;. Quando acerca do que eu sinto eu desejo prosear, eu empaco, paro, estagno. Assim, eu colocaria o que eu sinto dentro de um &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;. De um &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; só meu, que eu desenvolvo nos devaneios que me compõem e que superam a simplicidade do frio monossilábico.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É que eu noto que eu me nego constantemente, gradativamente, quanto mais eu me descubro, mais eu me cubro, mais eu me perco, mais eu me nego. Eu me insatisfaço com a minha satisfação comigo mesma; eu me satisfaço com a minha insatisfação com o alheio. Eu me contradigo, eu digo o superficial, eu guardo o intenso, eu omito o que sei. Eu me perco dentro milhões de rostos, eu me incomodo, eu me silencio. Eu me descubro como nada mais do que um &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; perdido entre a imensidão de &lt;em&gt;sins&lt;/em&gt; cuja positividade não me afeta. O meu eterno &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; se destrincha nos devaneios que agora me compõem, comprimidos em uma única sílaba que ainda não expressa perfeitamente a minha contradição.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-2110862841691886120?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/2110862841691886120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=2110862841691886120' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2110862841691886120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/2110862841691886120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/intraduzvel.html' title='Mais com menos: menos. Menos com menos: mais.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5930014501977476543</id><published>2008-05-10T23:15:00.002-03:00</published><updated>2008-05-11T00:56:36.763-03:00</updated><title type='text'>Sobredizer.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Intrigante como os limites daquilo que sei são impostos justamente pela imensidão daquilo que não sei. Intrigante como eu me afogo no meu medo buscando qualquer sossego. Intrigante como eu adormeço tentando fugir dos meus pesadelos. Com relativo esforço, eu tento agir com discrição para não deixar transparecer o modo como eu não sei acerca de quase nada do que sou. Sem embargo, aparento certeza nas minhas decisões, ainda sem que elas se tornem falsas, pois a certeza é proveniente tão-somente da negação daquilo a que eu assisto desabrochar com um orgulho sistemático que repugno, o que desencadeia na construção do que penso que sou. E, talvez, seja melhor assim. A partir do instante que adquiro consciência plena sobre uma parte do que sou, agarro-me a ela em tentativas inseguras de me sentir mais palpável em meio à minha vaga existência, esta que se confunde em meio ao que digo e ao que deixo de dizer em um mundo que não externa dignidade suficiente para que com ele eu compartilhe as poucas verdades minhas que sei. Algumas verdades permanecem por muito caladas, algumas eu queria dizer, algumas eu queria esquecer. Persiste a me espremer uma névoa de incerteza que não só me cega como também esmaga o meu corpo todo, condenado a palpitar em consonância com os espasmos do meu coração confuso. As veias quase se sobrepõem à pele pálida e frágil cujo tremor já não é interrompido a partir de quaisquer toques. E já não sei se essa névoa vem de dentro, ou se vem de fora. Não sei se é ela que me traz tanta agonia, não sei se é ela que me alucina em desejos inconstantes de me transpor ao corpo que já não cumpre eficientemente a singela tarefa de me delimitar; como também não sei se é ela que me prende às minhas verdades em razão de um medo da recusa do mundo exterior. E que, por fim, acaba por me fazer sumir em qualquer dor minha que parece que não tem mais fim.&lt;br /&gt;Eu escrevo umas tantas palavras que eu ainda não aprendi a pronunciar. Eu proseio um tanto de parágrafos descrevendo palavras que eu não sei significar. Eu atraio um tanto de dúvidas que destroço em adjetivos  para um sentimento que eu ainda não aprendi a controlar. E o que eu sou se expande em algum lugar que eu ainda nunca consegui pisar, gritando-me em qualquer idioma que eu ainda não aprendi a decodificar.&lt;br /&gt;Eu me perco em perguntas em que eu ainda nem pensei, eu me contradigo em respostas que eu ainda nem sei. Eu me afogo em incontáveis soluções para problemáticas que não são minhas, e me envolvo com sofreres que não deviam mais ser meus, sigo a me entreter com uns infindáveis versos que eu ainda nem comecei.&lt;br /&gt;Às vezes, digo sem saber. Às vezes, digo só pra dizer que sei. Às vezes, não digo, mas sei. Quase nunca digo o que não sei. Mas quase sempre, eu só digo pra saber se sei. Quando acho que sei, digo; e descubro que não sei. E às vezes, escrever é o jeito para eu descobrir e distinguir o que eu sei e o que eu não sei, e pra eu aprender o que eu sei sem saber que sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5930014501977476543?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5930014501977476543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5930014501977476543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5930014501977476543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5930014501977476543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/sobredizer.html' title='Sobredizer.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5583781211764270644</id><published>2008-05-06T21:40:00.000-03:00</published><updated>2008-05-06T21:41:07.539-03:00</updated><title type='text'>O tempo não passa,</title><content type='html'>minhas falas desfazem o que outrora em silêncio eu concluí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5583781211764270644?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5583781211764270644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5583781211764270644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5583781211764270644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5583781211764270644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/o-tempo-no-passa.html' title='O tempo não passa,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-1280531373671582743</id><published>2008-05-04T17:16:00.022-03:00</published><updated>2008-05-04T22:38:00.597-03:00</updated><title type='text'>Íntimas balbúrdias.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu forjo diálogos com o tempo, finjo ouvir o timbre de uma voz que eu nem recordo mais. Leio no muro branco recém pintado um nome me devora, mas depois esqueço. Deliro. Vejo no espelho um retrato difuso de um alguém que não me traz nenhuma lembrança. Eu procuro um rosto em que eu me extrapole, e um corpo em que eu me abrigue. Eu me afogo num arquivo de memórias que se exalam por todo o meu ser quando são despertadas pelos objetos mais tolos. Meus dedos arranham a minha face fadigada de mim, coberta por um suor frio que escorre impulsionado pelos tremores de fome, enquanto nada em mim cede a falsos sorrisos. Eu cansei de mim, talvez. Desisti de mim, talvez. Já não quero alimentar o meu tormento. E mesmo que eu não saiba bem ao certo o que me preenche, comprometo-me com aquilo que sou em um pacto que afugenta qualquer faísca de flexibilidade ou adaptação. Quis voltar no tempo para viver o tempo que ainda não é meu, ao reinventar desfechos para o mesmo ébrio adeus que, lentamente e a longo prazo, eu dei a mim mesma nos momentos em que não quis transparecer meus pensares distintos e acabei por de mim me perder. Simultaneamente à perda, concretizou-se a construção de uma certeza de mim que resultou em uma intolerância a tudo o que fosse comum, a tudo o que contrastasse com o que sou, e essa certeza de mim agora eu compreendo como apenas um reflexo da minha insegurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E me corrói o desprezo que o tempo aparenta em relação ao que sou. Em mim, destoa a heteroneidade da colóide que me compõe, que não é caracterizada como nenhum de seus integrantes, por fim. Mágoa, arrependimento, culpa, tristeza, insegurança, melancolia, desânimo, apatia, indiferença, incompreensão, incerteza, angústia, apreensão... Nada disso descreveria o meu vago intenso sentimento, sem não obstante deixar de ser parte dele. E em meio a tudo, o meu desespero em mim se resplandece, sem que haja limites para a sua gradação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-1280531373671582743?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/1280531373671582743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=1280531373671582743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1280531373671582743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/1280531373671582743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/ntimas-balbrdias.html' title='Íntimas balbúrdias.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-477376574936931398</id><published>2008-05-04T00:54:00.005-03:00</published><updated>2008-05-04T22:09:25.053-03:00</updated><title type='text'>O que me insatifaz...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É agora me satisfazer diante da minha constante insatisfação comigo mesma.&lt;br /&gt;É o fato de me compreender, de me relevar, de me considerar pouco diante do que ainda tenho a caminhar, de me proteger de dúvidas que me ponham a indagar ainda mais a situação em que me encontro, de me mergulhar em piedades de quem não me compreende, de não me compreender de maneira alguma quando tento abolir de mim qualquer tristeza que se estabeleça a destoar-me de um mundo amarelo e sorridente que me rodeia sem dó, sem nele me integrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--&lt;br /&gt;I'm just ok with the fact of not being ok.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-477376574936931398?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/477376574936931398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=477376574936931398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/477376574936931398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/477376574936931398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/o-que-me-insatifaz.html' title='O que me insatifaz...'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-8091210473991721663</id><published>2008-05-02T17:23:00.006-03:00</published><updated>2008-05-02T23:04:20.018-03:00</updated><title type='text'>Culpo a culpa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sou sempre eu quem cede. Sou sempre eu quem desvia na calçada pra qualquer um passar. Mas antes fosse só trocar de calçada, se o meu sapato não emergisse da terra completamente elameado, fazendo-me escorregar. As concessões aparentemente singelas que faço, no fim só servem pra me desequilibrar, pois eu só me movo porque o meu medo escurece o meu olhar, que de tão difuso me faz pensar que a calçada é um tanto mais estreita do que de fato é. De tanto ceder ficou em mim a sede. Pendem em mim uns tantos lamentos, em meio às lágrimas que afobadas querem se atirar ao chão. Falta em mim tudo aquilo que eu deixei de dizer com receio de produzir em outrem qualquer sofrer que se assemelhe ao meu. O medo que eu mantenho em mim se expande enquanto eu me restrinjo ao meu medo de me libertar mundo afora. E eu poderia suplicar ao mundo que devolvesse a minha alegria, sutilmente, liberando-a imperceptivelmente; mais cedo ou mais tarde eu ergueria a face para agradecê-lo. Entretanto, fica em mim essa pulsante vontade de enterrar todos os meus pecados no defeito humano mais profundo e sincero, que não obstante eu só consigo encontrar em mim, em todos os erros que eu já cometi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-8091210473991721663?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/8091210473991721663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=8091210473991721663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8091210473991721663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/8091210473991721663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/05/culpo-culpa.html' title='Culpo a culpa.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-3850141329123338916</id><published>2008-04-30T17:54:00.003-03:00</published><updated>2008-04-30T23:01:57.389-03:00</updated><title type='text'>Não sei dizer o que sinto,</title><content type='html'>Não sei calar o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera eu soubesse distinguir o que digo do que sinto, e o que calo do que finjo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-3850141329123338916?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/3850141329123338916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=3850141329123338916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3850141329123338916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/3850141329123338916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/no-sei-dizer-o-que-sinto.html' title='Não sei dizer o que sinto,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6319333970844157556</id><published>2008-04-30T16:15:00.009-03:00</published><updated>2008-04-30T19:29:16.284-03:00</updated><title type='text'>Mundo cão.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu me envergonho de atos que não são meus. Eu me emociono com lamentos que não são meus. Sem embargo, a minha indignação só se expande nos limites de mim... É, ora pois. Como se as minhas ilusórias crescentes lamúrias já não fossem envolventes o suficiente para me engolir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis fazer o que há tanto não fazia, mas dessa vez não havia porquê, não havia propósito, não havia cor. A cortina está toda fechada pro lado de fora do mundo, que se extrapola pelo horizonte sem se importar com o olhar desconfiado de quem o espia sem saber se aquilo que sente, ao observá-lo em sua sincronia que flui tão sutilmente, é rancor. A lâmpada queimada e a descoberta desmotivadora me mostram que desde o início não há nada de novo, nada lá fora mudou. No meio da madrugada eu quase me vanglorio por conseguir manter o meu silêncio, mas de repente percebo que de outra maneira a madrugada não poderia ser. Sentir falta era uma coisa, outra coisa era sentir saudade. Esconder era uma coisa, outra coisa era esquecer. Esses dias eu sonhei que com nada disso eu tinha sonhado. O danado é que, ainda assim, sonhei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6319333970844157556?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6319333970844157556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6319333970844157556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6319333970844157556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6319333970844157556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/mundo-co.html' title='Mundo cão.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4969109637553599376</id><published>2008-04-29T20:48:00.003-03:00</published><updated>2008-04-29T20:54:26.384-03:00</updated><title type='text'>Quando cubro que me conheço, minto.</title><content type='html'>Quando descubro que me desconheço, omito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cubro que me conheço, grito.&lt;br /&gt;Quando descubro que me desconheço, calo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cubro que me conheço, conformo.&lt;br /&gt;Quando descubro que me desconheço, insisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cubro que me conheço, finjo.&lt;br /&gt;Quando descubro que me desconheço, sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cubro que me conheço, omito&lt;br /&gt;Que quando descubro que me desconheço, não digo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4969109637553599376?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4969109637553599376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4969109637553599376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4969109637553599376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4969109637553599376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/quando-cubro-que-me-conheo-minto.html' title='Quando cubro que me conheço, minto.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-6274962620231484500</id><published>2008-04-29T20:21:00.008-03:00</published><updated>2008-05-02T17:16:45.200-03:00</updated><title type='text'>Corrupto comprometimento com o que sou.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Traça-se um solilóquio relativamente incompreensível enquanto ainda há tempo para enquadrar, detalhar a minha repetição. Acompanho atenciosamente a leveza com a qual o tempo se espirala do lado de fora da janela, e a brisa não chega até mim. A minha angústia sórdida me desespera ao me restringir às fronteiras que me impõem tudo o que tanto me falta. O meu ar demasiado parado não se renova e o quente se equilibra ao frio, não se forma corrente alguma para misturar o sangue do coração aos impulsos da mente, para alisar, para refrescar o meu corpo empoeirado que se embriaga com a minha íntima transfiguração. Os cálculos espichados que eu rascunho na pele frígida se revolvem em tortuosos expoentes, mas não se livram de sua essencial exatidão que os impede de encontrar qualquer solução para os desdobramentos pictóricos daquilo que me forma, e que igualmente, sem embargo, não é capaz em momento algum de se retorcer e violar os limites daquilo que, em definitivo, assumo e quase exijo que eu seja.&lt;br /&gt;Que me atinjam, que me levem, que me carreguem. O meu corpo implora por outros devaneios que não os meus de agora. Os meus joelhos há tanto encolhidos se enferrujam no canto mais imperceptível e moribundo. É quase coerente a minha indecisão. É impertinente a minha náusea. E é exasperante a minha inércia que me limita na minha própria cólera, que me responde em ásperos espasmos agudos da lassidão do recente corpo, que me prende em mim e me mantém inerte.&lt;br /&gt;Eu cumprimento a tempestade, a ventania, os tantos fantasmas e espectros que passam rente à minha porta, mas o meu descompasso repele qualquer transeunte ou matéria e, seja com delicadeza ou com brusquidão, a maçaneta não é pressionada, entornada e empurrada para, por fim, poder deixar entrar por qualquer fresta algum frescor, por mais que este me arda os olhos e os cubra das minhas lágrimas mais sinceras que não negam essa minha dor.&lt;br /&gt;É sempre um cisto que cresce e me lacera. É sempre o mesmo que se repete, que se oculta e que em mim permanece. É sempre um ciclo que torna e retorna. É sempre o medo que não espera, que não pondera, que me governa. É sempre a mesma palavra que me faz pestanejar. E, por fim, é sempre o esquecimento que me faz a mim querer voltar... É sempre o esquecimento que me faz de mim querer voar. Eu me reviro, eu me reprovo, eu descubro que me desconheço. Num mórbido instante, da lucidez eu me canso, e nada do que a mim é contrário me soa falso quando me atinge uma vontade atroz de me livrar de tudo o que ainda me detém às verdades que sou, e por conseguinte termino por atirar-me à incerta miragem que seguidas vezes já me enganou, que muito já me renegou.&lt;br /&gt;E quase me convence por algum tempo alguma esperança, enquanto me fantasio ao dar valor àquilo que, no fundo, não me convém. Todavia, a minha calçada tão mal acabada logo me causa um tropeço que tudo em mim chacoalha e traz de volta o meu olhar até onde eu deveria mesmo focá-lo. Não obstante, a luz intensa que me queima a pálida pele é a mesma que ofusca o meu olhar e me impede de reparar naquilo que cegamente encaro. Não sei se é o meu próprio vazio que se reflete no vazio do caminho que ainda deixo por caminhar, e se esse vazio é branco - a incerteza que se confunde na junção de tudo -, ou se esse vazio é assim todo obscuro - o resultado da minha ausência de mim. Contudo, de imediato disso abstenho-me e deixo o tempo por mim falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-6274962620231484500?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/6274962620231484500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=6274962620231484500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6274962620231484500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/6274962620231484500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/o-corrupto-comprometimento-com-o-que.html' title='Corrupto comprometimento com o que sou.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5961456621962194060</id><published>2008-04-27T22:18:00.005-03:00</published><updated>2008-04-28T22:16:01.321-03:00</updated><title type='text'>"Eu tive tudo sem saber quem era eu."</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No meu pensamento as minhas palavras têm um timbre de poesia. São tidas como somente minhas e se esparramam seguras no meu silêncio enquanto o meu olhar se transfigura com a dilatação da minha pupila que não se prende ao movimento do mundo. Os vultos à minha volta só têm a serventia de me acomodar e de espantar a minha costumeira solidão, e as minhas palavras sinceras não chegam a alcançar o fim da garganta para poder enfim tocá-la e provocar o aflito nó e as apreensivas lágrimas que nunca se mantêm em mim no decorrer de qualquer rara confissão. Permanecem em mim enquanto eu não me identifico e não me envolvo completamente com nada ao meu redor, até o instante em que, antes de tudo, eu possa primeiramente me encontrar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apreende-me a idéia de que tudo o que eu coleciono como meu se pauta em ilusões que crio para que a convivência e a rotina se tornem mais excitantes ou, ao menos, agradáveis. Enquanto entreto-me ao enfatizar o que não foi feito para receber ênfase, o tempo dedilha uma melodia monótona que acentua a simplicidade dos fatos correlatos que eu torno estribilhos sem dever para não me perder na constância de tudo o que é meu. Apreende-me a idéia de que, em qualquer instante que me abata sem avisar, essas ilusões se percam em qualquer neblina passageira que me abandone com a realidade crua de que nunca deixei de ser tão só. Apreende-me a idéia de que o riso seja apenas uma desculpa para afastar a melancolia sórdida que me dilacera a cada momento em que me encontro só e não sou capaz de convencer a mim mesma de que toda a dor e toda a incerteza se dissiparão num repente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse silêncio me esconde de mim, mas reforça o meu vazio. Meus lábios cerrados só encerram em mim incertezas que não são transpostas ao mundo e que, trancafiadas em mim, impedem-me de me tornar vulnerável às críticas e interpretações de outrem; não é meu intuito causar mesmo que um simplório quiproquó, em que me confundam com qualquer ignóbil tão-somente em razão da minha ineficiência em me expressar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu vazio queima as minhas passadas emoções, que agora se acumulam em cinzas sobrepostas ao meu olhar frígido. Nada me atrai, tudo me trai, e a má fortuna quase me afoga nesse pessimismo exagerado que, ironicamente, apresenta-se imensuravelmente mais racional do que a crença cega nas alegrias passageiras que não me enganam acerca do conceito de felicidade. A música que transpassa os meus ouvidos quase me detém em quaisquer tentativas de transcender em algumas poucas notas e pausas esse profundo silêncio que me compõe. Nada em mim quer discutir, nada em mim pulsa por confusão. Tudo em mim permanece em um constante desejo de viver em paz, apenas, que gira cíclico em meio à irregularidade do meu caos que vai e volta sem sincronia com o meu sorriso aflito. Viver por viver, quem sabe, vai ver vale a pena. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu me vejo presa aos amarres do meu corpo, aos amarres da minha existência, aos limites que me põem os meus defeitos, as minhas incompreensões, as minhas interrogações. Eu me redescubro a cada erro que eu repito por mero desleixo ou incapacidade, e num instante não menos turbulento eu me encontro em estúpidas tentativas de justificar meus tropeços no fato de ser humano. E a cada segundo mais eu desconfio de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5961456621962194060?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5961456621962194060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5961456621962194060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5961456621962194060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5961456621962194060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/eu-tive-tudo-sem-saber-quem-era-eu.html' title='&quot;Eu tive tudo sem saber quem era eu.&quot;'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-5507115638847945950</id><published>2008-04-25T21:55:00.008-03:00</published><updated>2008-04-25T22:44:08.374-03:00</updated><title type='text'>Meu zero elevado ao teu mil.</title><content type='html'>E essa tua cega vontade de me fazer o teu eterno herói&lt;br /&gt;Arranca o que me resta da verdade do que nem sei se sou&lt;br /&gt;E me rearranja em metades de uma farsa que me corrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E ainda faço desperdício do infinito,&lt;br /&gt;para tentar escandir o vazio de mim).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-5507115638847945950?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/5507115638847945950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=5507115638847945950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5507115638847945950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/5507115638847945950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/meu-zero-elevado-ao-teu-mil.html' title='Meu zero elevado ao teu mil.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-4148004810305108657</id><published>2008-04-25T20:24:00.011-03:00</published><updated>2008-04-25T21:45:57.856-03:00</updated><title type='text'>Zero elevado a mil.</title><content type='html'>E ainda faço desperdício do infinito&lt;br /&gt;para tentar escandir o vazio de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre esse mesmo estribilho&lt;br /&gt;a estancar no fim da garganta o meu pranto contido&lt;br /&gt;Que se dilata numa gélida noite sincera sem acalanto,&lt;br /&gt;E que me faz eterno refém do meu próprio canto&lt;br /&gt;Cujos versos jamais esvaem algum sentido...&lt;br /&gt;É que o tempo transcorre e o corpo pesa um tanto,&lt;br /&gt;Mas por instante algum deixa de parecer tão oco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-4148004810305108657?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/4148004810305108657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=4148004810305108657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4148004810305108657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/4148004810305108657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/ausncia-de-mim.html' title='Zero elevado a mil.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7358219214792193105</id><published>2008-04-22T21:27:00.000-03:00</published><updated>2008-04-22T21:28:06.042-03:00</updated><title type='text'>And tomorrow,</title><content type='html'>I'll lose another day.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7358219214792193105?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7358219214792193105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7358219214792193105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7358219214792193105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7358219214792193105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/and-tomorrow.html' title='And tomorrow,'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7475632339818436856</id><published>2008-04-22T19:47:00.008-03:00</published><updated>2008-04-30T19:02:51.578-03:00</updated><title type='text'>Hesito sem êxito.</title><content type='html'>De mim eu me desaproprio&lt;br /&gt;Em qualquer íntimo desvario&lt;br /&gt;À esperança em mim já não sobra hora,&lt;br /&gt;E no meu olhar não se enxerga nenhuma glória&lt;br /&gt;Se num atraso que me deixa do meu lado de fora&lt;br /&gt;Eu vejo que fica destacado em cada memória&lt;br /&gt;Que sempre a minha insensatez é assim tão notória.&lt;br /&gt;E sobre o amor eu o deixo a qualquer outro poeta&lt;br /&gt;Se apenas sua ligeira menção sempre já me desconcerta,&lt;br /&gt;Sozinho, espero a resposta sobre o que é que me resta&lt;br /&gt;Quando se esgota o que outrora era a minha última sobra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7475632339818436856?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7475632339818436856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7475632339818436856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7475632339818436856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7475632339818436856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/hesito-sem-xito.html' title='Hesito sem êxito.'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1292724381437235183.post-7545405370730738338</id><published>2008-04-21T20:32:00.029-03:00</published><updated>2008-04-22T19:47:30.705-03:00</updated><title type='text'>Sem com(pensação).</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela janela o vento só me desequilibra, não atenua o calor.&lt;br /&gt;A aridez que sopra o rosto só seca o lábio e acentua o ardor.&lt;br /&gt;Eu vejo o meu esforço virar escárnio pra quem consegue me avistar.&lt;br /&gt;Qualquer outro que tenha mais cor rói o que continua estático em mim.&lt;br /&gt;E minha parte incolor aos poucos me corrói, a me expulsar de mim.&lt;br /&gt;Prefiro o retrocesso a essa inércia, ainda que seja só à toa,&lt;br /&gt;Em repetidas idas e voltas sempre até esse mesmo lugar,&lt;br /&gt;De onde o tempo em demasia me dói quando me obriga a observar&lt;br /&gt;E invejar qualquer minúcia daquilo que por vezes eu já deixei passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sinto o alívio inebriante do silêncio.&lt;br /&gt;A minha memória ainda me desapropria&lt;br /&gt;De tudo o que um dia já foi meu.&lt;br /&gt;Os meus olhos só se abrem pra dar passagem&lt;br /&gt;A um espasmo relapso que revira todo o corpo,&lt;br /&gt;E que confunde disrítmicos no meu andar torto&lt;br /&gt;O meu tropeço roto e o meu passo incerto.&lt;br /&gt;Num tormento contínuo, de mim eu não me compadeço,&lt;br /&gt;Eu padeço e aos poucos pereço enquanto não me liberto&lt;br /&gt;Dessa lassidão corrosiva na qual eu aos poucos apodreço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de mim permaneço a encarar partes minhas que desconheço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1292724381437235183-7545405370730738338?l=old-fashioneddreamer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/feeds/7545405370730738338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292724381437235183&amp;postID=7545405370730738338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7545405370730738338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1292724381437235183/posts/default/7545405370730738338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/04/sem-compensao.html' title='Sem com(pensação).'/><author><name>Gisela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03681703687067129985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
